Foram 10.002 votos que a nominata completa do PSB fez no pleito deste ano na Capital. Se todos os candidatos fossem um vereador eleito, teria sido o nono mais votado. Foi esse um dos fatores que Airto Ferronato, eleito pela primeira vez em 1988, considera importante para não ter alçado uma cadeira no Legislativo.
Veja o especial do Correio do Povo com os não reeleitos da Câmara de Porto Alegre.
A avaliação do PSB é de que faltaram pouco menos de 9 mil votos para um vereador do partido ser eleito. “Não houve preparação de uma nominata consolidada”, afirma Ferronato.
Assim como outros vereadores que não renovaram os seus mandatos, Ferronato também culpa a polarização e a tendência dos eleitores de escolherem candidatos mais identificados com extremos.
Além disso, o apoio que o partido ofereceu à Maria do Rosário, do PT, teve impacto no seu número de votos, segundo o vereador. Inicialmente, ele defendia um suporte à candidatura de Juliana Brizola (PDT) e, no segundo turno, apoia a reeleição de Sebastião Melo (MDB), em dissonância com o PSB.
“O meu eleitorado não condiz com o da Maria do Rosário. Eu avisei a executiva do partido que isso iria me prejudicar”, comenta Ferronato, que tem “futuro incerto no partido”.
Servidor público aposentado, o vereador cita o ditado popular, afirmando que “política é que nem cachaça”. Ele não descarta concorrer novamente a algum cargo, mas se diz, porém, “com o dever cumprido”.
Quer se dedicar, a partir de janeiro, à atualização de um livro sobre gestão contábil para pequenas empresas, uma de suas áreas de atuação.
*Sob supervisão de Mauren Xavier
