O pré-candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, anunciou nesta quarta-feira, 1º de julho, o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, como seu vice na disputa pelo Palácio do Planalto. Em ato na sede da legenda, em Brasília, o ex-governador de Goiás também criticou o pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro.
"Se o Flávio chegar no segundo turno, com todo o respeito que ele merece, nós sabemos que realmente é tudo que o Lula quer: governar o Brasil por mais quatro anos", disse Caiado. "Chegando ao segundo turno, nós aglutinaremos todas as forças do País."
Com a decisão, Caiado e Kassab formam uma chapa de apenas um partido, diferentemente de outras pré-candidaturas que costumam buscar o nome de outra legenda para compor a candidatura à vice-presidência. Em seu discurso, Caiado destacou a capacidade de articulação de Kassab.
"Todos reconhecem, todos no Brasil, a sua capacidade de articular, a sua capacidade de poder construir, de dialogar, de trazer aquilo que é impossível na política, você consegue conciliar", afirmou o goiano. "se nós chegarmos no segundo turno, nós teremos os votos dos independentes e nós ganharemos, e bateremos o Lula no segundo turno".
A trajetória de Gilberto Kassab
Kassab é fundador e presidente nacional do PSD desde 2011 e comanda uma das maiores estruturas partidárias do País, com mais de 1.300 prefeitos filiados. Além disso, foi ministro das Cidades no governo Dilma Rousseff (PT), entre 2015 e 2016, e ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações na gestão Michel Temer (MDB), de 2016 a 2019.
Ele assumiu a Prefeitura de São Paulo em 2006, após a renúncia de José Serra (PSDB) para disputar o governo do Estado, e foi reeleito em 2008, tornando-se o primeiro prefeito da capital paulista a conquistar dois mandatos consecutivos.
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Saída do governo de São Paulo
Em 2023, assumiu a Secretaria de Governo e Relações Institucionais na gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), a quem apoiou nas eleições de 2022 e para quem indicou o vice.
Desde então, passou a articular sua indicação para compor a chapa de reeleição do governador. Tarcísio, porém, decidiu manter Felício Ramuth, que deixou o PSD e se filiou ao MDB para permanecer no posto. Após o esvaziamento da articulação e uma sequência de atritos com aliados, Kassab deixou a secretaria em março.
A convenção nacional do PSD deve ocorrer no fim de julho. Na ocasião, o partido deve oficializar a candidatura de Caiado e Kassab para o Palácio do Planalto.
