O Sindienergia-RS promoveu, nesta terça-feira (4), mais uma edição do ciclo de encontros com os candidatos ao Senado Federal. Estiveram presentes Frederico Antunes (PSD), Germano Rigotto (MDB), Milton Cardoso (PSDB), Paulo Pimenta (PT) e Renato Jaguarão (Cidadania). Também foram convidados Manuela d’Ávila (PSol), Marcel van Hattem (Novo) e Ubiratan Sanderson (PL), mas não participaram por questões de agenda.
O encontro foi um momento de diálogo sobre os desafios e as oportunidades para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul, com foco em temas estratégicos para o futuro do Estado. No evento, também foi apresentada a agenda estruturante do Programa RS+5, com propostas para fortalecer a competitividade, a inovação e o crescimento do setor de energias renováveis.
De acordo com a presidente do Sindienergia-RS, Daniela Cardeal, todos os candidatos foram convidados a participar; contudo, três não compareceram por indisponibilidade de agenda. “Recebemos hoje estes cinco candidatos porque foram os que puderam vir. Os demais foram convidados, mas acabaram declinando por falta de agenda”, explicou.
Para Daniela, o evento foi essencial para consolidar o Programa RS+5, projeto que o Sindienergia pretende conduzir nos próximos três anos. “A gestão, para dar continuidade ao trabalho feito até agora, quer alinhar a atuação interna da entidade a propostas direcionadas aos candidatos ao Governo e ao Senado.”
Daniela explicou que a proposta se baseia em três pilares: desenvolvimento econômico, autossuficiência energética e indústria descarbonizada. “Com eles, estabelecemos parâmetros para mostrar como o Rio Grande do Sul pode se organizar para atingir a competitividade econômica, a autossuficiência energética e atrair essa indústria descarbonizada.”
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Frederico Antunes afirmou que acompanha um projeto de lei em tramitação no Congresso que cria um selo verde para incentivar a produção de energia renovável voltada a data centers no Norte e no Nordeste. “Considerando que o Rio Grande do Sul está atraindo um dos maiores investimentos da sua história, não podemos permitir esse desequilíbrio competitivo. Por meio do deputado Lucas Redecker e em conjunto com o Sindienergia, protocolamos uma emenda para que o Estado também seja incluído nesse incentivo.”
Para Germano Rigotto, o Rio Grande do Sul não pode depender da energia vinda de fora. “Temos que ser autossuficientes. Possuímos um potencial enorme tanto na produção de energia solar quanto na eólica. No meu governo, por exemplo, incentivamos as PCHs. Temos o potencial, mas também precisamos de políticas que determinem a necessidade dessa transição energética.”
Milton Cardoso classificou o setor como “fundamental e decisivo” para qualquer atividade econômica, social e industrial. “O que posso fazer como senador da República é criar um canal direto com o Sindienergia para que todas as prioridades do sindicato e do setor elétrico cheguem ao gabinete. Temos muito a fazer no Rio Grande do Sul, principalmente na área de energia.”
Paulo Pimenta afirmou que o Estado tem potencial para expandir a geração e a distribuição de energias renováveis, o que permitirá não apenas o equilíbrio, mas fará com que o Rio Grande do Sul deixe de ser um importador de energia e passe a exportar. “O Rio Grande do Sul importa entre 30% e 40% da energia que consome. Precisamos identificar as parcerias necessárias entre o poder público e o setor privado para que esse potencial seja desenvolvido e apoiado da melhor maneira possível.”
Para Renato Jaguarão, é fundamental haver financiamento para garantir uma transição gradual da matriz energética convencional para a renovável. “Para o nosso produtor rural, que utiliza muita energia no campo, é preciso oferecer mais propostas de financiamento a longo prazo, permitindo que ele migre da energia poluidora para uma fonte renovável e limpa.”
