Com o início da campanha eleitoral, não se surpreenda ao ver sobrenomes repetidos na disputa. São casais, irmãos e filhos que estarão juntos buscando votos, mesmo que nem sempre na mesma sigla. Na maioria dos casos, acabam por atuar em dobradinhas. As composições variam, e alguns dos sobrenomes já são tradicionais na política gaúcha, outros, nem tanto. A seguir, alguns dos casos:
- O clã Covatti do PP
- Os irmãos Zucco entre governo e Legislativo
- Maranata terá esposa e irmão na eleição
- Irmãos Pretto mantêm o legado do pai
- Casal Alba inverte disputa neste ano
- Moraes querem manter presença na Assembleia e na Câmara
- Lorenzoni, Pompeo e Nunes: pais e filhos juntos na disputa
- Casal Cherini busca trazer legado à Assembleia
- José e Regina Fortunati querem voltar aos Legislativos
- Bayers tentam repetir vitória de 2022
O clã Covatti do PP
Um exemplo é o clã Covatti. Se o patriarca da família, Vilson Covatti, não estará nas urnas, a esposa, o filho, a nora e o cunhado estarão concorrendo pelo PP. Silvana Covatti disputa a vaga de vice na chapa de Luciano Zucco (PL) ao governo do RS, enquanto o filho, Covatti Filho, que também é presidente estadual do partido, buscará a reeleição para a Câmara Federal.
Já na Assembleia, a família terá dois representantes em disputa. O irmão de Silvana, Sandro do Covatti, e a esposa de Covatti Filho, Nicole, atual vereadora em Santa Cruz do Sul, tentarão ingressar no Legislativo, de uma certa forma, ocupando o vazio deixado pela família, representada por Silvana, atual deputada estadual.
Irmãos Zucco entre governo e Legislativo
Irmãos Luciano e Delegado Zucco também estarão nas urnas deste ano, porém, com algumas diferenças em relação ao pleito de 2022. No último pleito, Luciano concorreu pelo Republicanos a deputado federal, conquistando a maior votação entre os concorrentes. Já o delegado Rodrigo Zucco elegeu-se deputado estadual pelo mesmo partido. Desta vez, Luciano vai concorrer ao governo do Estado, porém, pelo PL. Já o irmão permanece no Republicanos e buscará a reeleição.
Maranata terá esposa e irmão na eleição
O candidato ao governo do RS Marcelo Maranata (PSDB) vive uma situação, no mínimo, curiosa. A esposa, Deise Maranata, vai concorrer a uma vaga na Assembleia, mesmo cargo a que concorreu em 2022 sem sucesso, então pelo PDT. A curiosidade é que será pelo Podemos, partido que está alinhado com o adversário do marido na disputa pelo governo. Além dela, o irmão, Marcos Maranata, também estará nas urnas, mas concorrendo a uma vaga na Câmara Federal pelo PSDB. Marcos já concorreu ao cargo de prefeito de Camaquã, pelo PP, e a vereador na cidade pelo PL e pelo PR.
Irmãos Pretto mantêm o legado do pai
A trajetória política da família Pretto estará presente novamente nas urnas neste ano, com o manto do sobrenome herdado do pai, Adão Pretto, que foi deputado estadual e um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. O ex-deputado estadual Edegar Pretto (PT), que na disputa de 2022 concorreu ao governo do RS, ficando em terceiro lugar, nesta eleição é o vice de Juliana Brizola (PDT) na disputa ao Piratini. Enquanto isso, o irmão dele, Adão Pretto Filho (PT), busca a reeleição na Assembleia Legislativa.
Casal Alba inverte disputa neste ano
O casal Alba, que tem reduto em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, estará nas urnas novamente no pleito deste ano. Na eleição de outubro, o casal decidiu inverter a dobradinha que fez em 2022, quando Patrícia Alba concorreu e se elegeu deputada estadual, enquanto Marco Alba concorreu à Câmara Federal e não foi eleito. Agora, Patrícia mira Brasília e Marco, uma vaga na Assembleia.
Moraes querem manter presença na Assembleia e na Câmara
Outro sobrenome tradicional da política gaúcha é o da família Moraes, que tem reduto eleitoral em Santa Cruz do Sul. A dinastia é liderada pelo ex-deputado estadual e federal Sérgio Moraes, que atualmente é o prefeito da cidade. Na Câmara dos Deputados, está o filho, Marcelo Moraes, que busca a reeleição. Já no âmbito estadual, Kelly Moraes tentará o seu quarto mandato na Assembleia. Ambos concorrem pelo PL. Além disso, na cidade, o filho do casal é vereador e presidente da Câmara.
Lorenzoni, Pompeo e Nunes: pais e filhos juntos na disputa
Após disputar o governo do RS em 2022 e ficar em segundo lugar, Onyx Lorenzoni tentará voltar à Câmara Federal neste ano pelo PP, cargo que ocupou por cinco vezes antes de ser ministro de Jair Bolsonaro. Se Onyx perdeu em 2022, o filho Rodrigo Lorenzoni venceu e ingressou na Assembleia Legislativa, cargo que agora tenta manter buscando a reeleição, também pelo PP.
Há ainda o caso de Pompeo de Mattos, nome tradicional do PDT, que buscará a reeleição na Câmara Federal e contará com a dobradinha do filho, Pompeo Filho, que está na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa.
Esse não é o único caso de pais e filhos na disputa deste ano. Outro exemplo é o de Bibo Nunes e Camila Nunes. Ele tentará o terceiro mandato de deputado federal, enquanto ela busca o primeiro na Assembleia Legislativa. Ambos estão na disputa pelo PL.
Casal Cherini busca trazer legado à Assembleia
Presidente do PL no RS, Giovani Cherini busca conquistar o seu quinto mandato como deputado federal neste ano. A novidade, porém, será a dobradinha com a esposa, Adri Cherini, que vai concorrer pela primeira vez a uma vaga na Assembleia Legislativa.
José e Regina Fortunati querem voltar aos Legislativos
José Fortunati e Regina Becker já foram um casal no comando da prefeitura de Porto Alegre por duas vezes. Porém, desde então, enfrentaram reveses. Fortunati governou Porto Alegre entre 2008, quando foi eleito vice, e 2012. Após deixar o cargo, tentou uma vaga na Câmara Federal, em 2018 e 2022, em ambas as vezes sem êxito. Também concorreu ao cargo de prefeito novamente, em 2020, mas acabou deixando a disputa. Agora, tentará novamente uma vaga na Câmara pelo PT. Regina foi eleita pela primeira vez em 2014 como deputada estadual pelo PDT. Porém, depois, em 2018 e 2022, tentou retomar o cargo, mas ficou como suplente. Em 2024, tentou uma vaga na Câmara dos Vereadores da Capital, também sem êxito. Agora, tenta retornar ao Legislativo estadual ainda pelo PDT.
Bayers tentam repetir vitória de 2022
O sobrenome Bayer começou a ganhar espaço na política com a eleição de Liziane Bayer para deputada estadual, em 2014. Em 2018, ela concorreu a uma vaga de deputada federal, enquanto Fran, a irmã, disputou uma vaga na Assembleia. Ambas foram eleitas. No pleito seguinte, Liziane concorreu como primeira suplente de Hamilton Mourão ao Senado, enquanto essa foi a vez de Fran disputar uma vaga na Câmara Federal. Além disso, Eliana Bayer, cunhada de Liziane e Fran, também entrou na disputa e conquistou vaga na Assembleia. Assim, as três saíram eleitas do pleito, todas pelo Republicanos. Agora, Fran e Eliana buscam repetir o êxito na eleição de outubro.
