“Gosto de conversar. Acho que gosto mais, inclusive, de ouvir as pessoas do que falar”, afirma o militante e historiador Cesar Augusto Pontes Ferreira (PCO). Filho de mãe professora e de pai desenhista, o candidato ao governo do Estado nasceu em Porto Alegre. “Observo muito o comportamento das pessoas e procuro ouvir o que elas têm para me passar”, diz o gaúcho, licenciado em História pela Pontifícia Universidade Católica do RS (PUCRS).
Foi justamente através da conversa que Pontes ingressou na política durante as Jornadas de Junho de 2013, quando residia em Curitiba, no Paraná. “Entrei na política um pouco atrasado, embora já me interessasse.” Na época, ele se envolveu com os grupos CWB Contra Temer e Frente Resistência Democrática. O ingresso no Partido da Causa Operária veio depois, em 2021, quando retornou a Porto Alegre.
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Com um apreço especial por livros de história, filosofia, política e arte, Pontes, de 69 anos, carrega o nome do escritor gaúcho Érico Verissimo entre os favoritos de sua biblioteca. Para além de “O tempo e o vento”, ele tem apreço especial por “Incidente em Antares” e “O prisioneiro”. Ambos, segundo esse autointitulado “leitor voraz”, carregam críticas importantes.
Nascido em 1957, Pontes viveu em várias cidades. Seu primeiro destino, foi Maringá, no noroeste paranaense. A mudança foi por conta do trabalho de sua ex-companheira Maria Helena, com quem permaneceu casado por mais de três décadas. Depois de dois anos, o casal retornou ao Estado. Eles moraram em Porto Alegre, Osório e Tramandaí até se mudarem com os filhos Larissa e Estevan. Agora, com 32 e 37 anos. O destino, dessa vez, foi Cuiabá, no Mato Grosso, onde permaneceram também por dois anos. Após uma passagem no interior de São Paulo, a família fixou residência na capital do Paraná.
Hoje, de volta à cidade natal e às vésperas de completar mais uma década, Pontes quer fazer uma política diferente. “Da qualidade de cada um até a necessidade de cada um”: a frase, de autoria do sociólogo e filósofo Karl Marx, é o lema do candidato, que, acima de tudo, quer ser lembrado por sua luta pela causa operária.
*Sob a supervisão de Thiago Padilha
