Neste ano, o processo de votação para o Senado será realizado em turno único, elegendo 54 candidatos no dia 4 de outubro de 2026, e renovando assim 2/3 da Casa. Afinal, serão dois eleitos por Estado.
Entre os registros no Rio Grande do Sul, a maioria é de homens, sendo dez entre os 13 candidatos mulheres. Enquanto isso, há três mulheres, que representam 23,07% dos concorrentes. No momento, um dos postulantes está com a candidatura impugnada.
Confira abaixo quem está na disputa para representar o Estado em Brasília.
- Daniela Maidana da Silva (PSTU)
- Frederico Antunes (PSD)
- Germano Rigotto (MDB)
- Luciano Schafer (UP)
- Manuela D’Ávila (PSol)
- Marcel van Hattem (Novo)
- Milton Cardoso (PSDB)
- Paulo Pimenta (PT)
- Regis Ethur (PSTU)
- Renato Jaguarão (Cidadania)
- Ricardo Jones (PCO)
- Ubiratan Sanderson (PL)
- Tânia Peres (UP)
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Daniela Maidana da Silva (PSTU)
Advogada e militante socialista revolucionária, Daniela Maidana da Silva (PSTU) é candidata ao Senado pelo Rio Grande do Sul na chapa de Rejane de Oliveira (PSTU), nas eleições 2026.
Atuou como advogada do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Coletivo de Porto Alegre. Iniciou sua militância no Movimento Mulheres em Luta (MML) e, hoje, integra a direção estadual da CSP-Conlutas no Estado. A candidata não declarou bens ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS).
Nascido em Uruguaiana, Frederico Antunes, do Partido Social Democrático (PSD), é engenheiro agrônomo e busca uma vaga no Senado Federal na chapa de Gabriel Souza (MDB), na eleição deste ano.
Sua carreira política começou em 1992, quando tornou-se vereador em sua cidade natal. Hoje, o deputado estadual, que é líder do governo de Eduardo Leite (PSD) na Casa, está em seu sétimo mandato consecutivo na Assembleia Legislativa.
Em 2002, Antunes esteve no comando da Secretaria Estadual de Obras Públicas e Saneamento e, em 2007, presidiu o Legislativo estadual. O patrimônio declarado do candidato à Justiça Eleitoral soma R$ 1.772.870,67 e a declaração reúne oito bens.
O ex-governador do Rio Grande do Sul, nascido em Caxias do Sul é formado em Direito e Odontologia. Germano Rigotto começou a trajetória na política como vereador e assumiu, entre 1983 e 1991, a Assembleia Legislativa, onde foi líder de governo e de bancada.
Rigotto chegou à Câmara dos Deputados em 1991, e permaneceu na Casa, integrando as principais comissões, até 2002, quando renunciou para assumir o Palácio Piratini. O patrimônio declarado do candidato do MDB à Justiça Eleitoral soma R$ 4.840.775,85 e a declaração reúne 19 bens no total.
Nascido e criado em Porto Alegre, Luciano Schafer (UP) é candidato ao Senado Federal na chapa de Priscila Voigt (UP). Ele é militante há mais de uma década do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB).
Além disso, coordenou ocupações urbanas, como Lanceiros Negros e Sepé Tiaraju, e esteve à frente da mobilização das famílias atingidas pelas enchentes na Ocupação Sarah Domingues. Seu patrimônio declarado à Justiça Eleitoral soma exatos R$ 3.300,00, depositado em uma conta bancária.
Nascida em Porto Alegre, Manuela D’Ávila (PSol) passou sete anos afastada da vida pública e, agora, disputa uma vaga ao Senado Federal na chapa de Juliana Brizola (PDT), na eleição deste ano. Ela é jornalista e escritora, com mestrado e doutorado em Políticas Públicas.
Em 2004, foi eleita vereadora. Em 2007, renunciou para assumir a Câmara dos Deputados. Foi deputada federal por duas legislaturas, de 2007 a 2015. Após, foi eleita deputada estadual. Em 2018, Manuela foi candidata à vice-presidência da República na chapa de Fernando Haddad (PT). O patrimônio declarado da candidata à Justiça Eleitoral soma R$ 1.376.384,43 e a declaração reúne nove bens.
Nascido em Dois Irmãos, Marcel van Hattem (Novo) disputa uma vaga ao Senado Federal na chapa de Luciano Zucco (PL), na eleição deste ano. Com graduação em Relações Internacionais e especialização em Direito, Economia e Democracia Constitucional, iniciou a trajetória política em 2005, quando se elegeu vereador em Dois Irmãos, município onde cresceu.
Dez anos depois, foi eleito deputado estadual pelo Progressistas (PP). Em 2018, trocou de sigla e, em 2019, assumiu a Câmara dos Deputados. Hoje, Van Hattem está na segunda legislatura. O patrimônio declarado do candidato à Justiça Eleitoral consta exatos R$ 1.319.313,00, dividido entre treze bens.
Nascido no Rio de Janeiro e criado em São Leopoldo, Milton Cardoso (PSDB) tem mais de três décadas de experiência no Jornalismo e, agora, ingressa na política. Ele disputará uma vaga no Senado Federal na chapa de Marcelo Maranata (PSDB), na eleição deste ano.
O comunicador e empresário tem passagens pela Globo, SBT, Bandeirantes, Manchete, Jornal do Brasil, Rádio Guaíba, Jovem Pan, Rede Capital e Rádio Nacional. Cardoso foi, durante 15 anos, setorista no Congresso Nacional, acompanhando o dia-a-dia dos deputados. O patrimônio informado pelo candidato à Justiça Eleitoral soma R$ 36.200,00. No registro, consta apenas um bem: um automóvel.
Paulo Pimenta ( PT) disputa uma vaga no Senado Federal na chapa de Juliana Brizola (PDT), na eleição deste ano. Natural de Santa Maria, o deputado federal é formado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo.
Ele foi vereador por dois mandatos (entre 1989 e 1996) e deputado estadual (entre 1999 e 2000). Pimenta também já foi vice-prefeito de Santa Maria, entre 2000 e 2002, até renunciar, em 2003, quando assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados. Atualmente, é líder do governo Lula (PT) e está na sexta legislatura. O patrimônio declarado do candidato à Justiça Eleitoral consta exatos R$ 1.871.110,97, dividido entre nove bens.
Nascido em Porto Alegre, Regis Ethur disputa uma vaga no Senado na chapa de Rejane de Oliveira (PSTU), na eleição deste ano. Ele é professor da rede pública de ensino do Estado, atualmente lecionando no Colégio Dolores Caldas.
O professor e bancário tem mais de 40 anos ligado às lutas da classe trabalhadora. Ethur foi diretor do Sindicato das Professoras(es) e Funcionárias(os) de Escola do RS (Cpers-Sindicato) nas gestões 2008-2014. O patrimônio declarado do candidato à Justiça Eleitoral consta exatos R$ 306.626,70, dividido entre seis bens.
Poeta e compositor nascido na fronteira com o Uruguai, Renato Jaguarão (Cidadania) é candidato ao Senado Federal na chapa de Marcelo Maranata (PSDB), na eleição deste ano. É pós-graduado em Gestão Pública, e já atuou como assessor e secretário no Senado Federal.
Na Assembleia Legislativa do Estado, trabalhou no assessoramento parlamentar da presidência e na equipe do Fórum Democrático do RS. Antes de ser indicado como pré-candidato, Jaguarão atuava na coordenação de campanha da deputada federal Any Ortiz (PP). Renato Jaguarão não declarou bens ao TRE-RS.
Ricardo Herbert Jones, conhecido como Ric Jones, é um médico, natural de Porto Alegre e tem 66 anos. O candidato ao Senado é formado em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Jones atuou por mais de 30 anos na área. O obstetra ficou conhecido pela atuação em defesa da humanização do parto. O patrimônio declarado do candidato operário à Justiça Eleitoral soma exatos R$ 651.621,71. A declaração reúne 10 bens.
Entretanto, o Ministério Público recentemente impugnou sua candidatura. Ricardo Jones sofreu uma ação de impugnação por ter sido condenado pelo Tribunal do Júri da 2ª Vara do Júri do Foro Central de Porto Alegre pela morte de um recém-nascido em 2010, que não recebeu atendimento médico adequado após um parto domiciliar. Ric Jones foi sentenciado a 14 anos de reclusão em regime fechado.
Em contato com o Correio do Povo, a assessoria jurídica do candidato afirmou que Jones chegou a ser preso mas que o médico obteve sua condenação cancelada parte do STJ, podendo responder em liberdade. Segundo o assessor Pedro Burlamaqui, durante o processo de julgamento que ocorreu em março de 2025, a defesa foi impedida de apresentar peritos para sustentar a sua posição diante do júri.
"A gente já denunciou inúmeras vezes e continua denunciando esse processo como sendo uma farsa total, uma verdadeira perseguição contra o companheiro Ric Jones. Nossa posição é de que se trata de um ataque do sistema de saúde que tá utilizando o judiciário como uma ferramenta para continuar a perseguição contra o companheiro, que é um notório defensor do parto humanizado”, declarou Burlamaqui.
O Correio do Povo segue apurando e aguarda a confirmação referente a sua condenação. A matéria seguirá em atualização.
Entenda o caso
Conforme denúncia do Ministério Público, o caso ocorreu entre os dias 18 e 19 de setembro de 2010, quando o médico obstetra realizou um parto na residência da avó materna da vítima, no bairro Ipanema, sem a presença de um pediatra. A criança teria nascido com complicações, mas, mesmo diante do quadro delicado, o médico teria sido contrário à transferência imediata para um hospital.
Apenas horas depois, já em estado crítico, o bebê foi levado ao Hospital Divina Providência pelos próprios pais, mas não resistiu e faleceu na noite do dia 19.
O deputado federal, Natural de Erechim, mas criado em Santo Ângelo, Ubiratan Sanderson (PL) é candidato ao Senado Federal na chapa de Luciano Zucco (PL), na eleição deste ano. Ele é policial federal licenciado, com pós-graduação em Direito.
O candidato está na segunda legislatura. Na Câmara dos Deputados, Sanderson é vice-líder da oposição ao governo Lula (PT), e titular de cinco comissões. Duas delas envolvendo desastres e calamidades naturais, outras duas sobre segurança pública e uma sobre finanças e tributação. O patrimônio informado pelo candidato à Justiça Eleitoral soma exatos R$ 145.000,00. No registro, consta apenas um bem: um automóvel.
Tânia Mara Santoro Peres (UP) é candidata ao Senado Federal na chapa de Priscila Voigt (UP). Ela é bióloga formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde atua como servidora técnico-administrativa.
A candidata já participou de gestões da Comissão de Saúde e Segurança do Trabalhador da Universidade. Tânia também integra a atual direção da Assufrgs (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público no Estado do RS) e é militante do Movimento Luta de Classes. O patrimônio informado pela candidata à Justiça Eleitoral soma exatos R$ 129.917,48. No registro, consta apenas um bem: um apartamento.
*Supervisão Mauren Xavier
