“Sentimento de muita alegria e de dever cumprido. Honrei os votos que recebi em 2022”, afirmou o deputado federal Maurício Marcon (PL), reeleito ao cargo. Marcon foi o candidato mais votado no Rio Grande do Sul, com 379.834 votos. Este é o segundo mandato dele em Brasília.
Para o deputado, a reeleição, a partir destes números, significa que fez um bom trabalho. “Não é fácil ser oposição. Essa premiação é histórica, pois vivemos em um momento em que o eleitor sente a necessidade de confiar em quem faz diferente.”
“Infelizmente, um deputado federal é visto como alguém que só distribui verbas, mas, na verdade, temos outras funções. Seguirei fiscalizando, vou privilegiar ações em pequenos municípios que não recebem tanto auxílio e aprimorar essa distribuição de ajuda”, afirmou o deputado.
Concessões
O deputado afirmou ser favorável às concessões, “desde que sejam feitas com responsabilidade”. Segundo ele, é necessário melhorar a malha rodoviária sem bitributação. “Sugeri ao governador Luciano Zucco (PL) um projeto que prevê um desconto para o motorista. Quando ele passar por um pedágio, o imposto não será tributado, mas se tornará um desconto no IPVA.”
Marcon afirma que trabalhará ao lado de Zucco e de Flávio Bolsonaro, caso eleito, para ajudar no crescimento do Estado. “O Rio Grande do Sul é o Estado que menos cresce. Vamos trabalhar para rever esse cenário. Quero que os catarinenses venham para o Rio Grande do Sul, e não o contrário.”
- Maurício Marcon (PL) é reeleito deputado federal como o mais votado do RS
- Bohn Gass (PT) é reeleito para seu quinto mandato na Câmara
Trajetória política
A trajetória eleitoral do deputado iniciou-se em 2016, com uma candidatura a vereador em Caxias do Sul pelo PSDB. Quatro anos depois, foi eleito para a Câmara Municipal pelo Novo, como o candidato mais votado. Mais tarde, segundo ele, foi expulso da sigla pelo fundador João Amoêdo e entrou no Podemos enquanto aguardava a definição partidária de Jair Bolsonaro.
Marcon ocupa a vice-liderança da oposição na Câmara. Entre os projetos que apresentou estão propostas para classificar o aborto como crime hediondo, endurecer as penas para homicídios de menores de 14 anos e restringir a cobrança de contribuição sindical. O deputado é titular das comissões de Desenvolvimento Econômico e da externa sobre os danos das enchentes do Rio Grande do Sul, além da comissão especial que analisa o fim da escala 6x1.
Base eleitoral
A base eleitoral de Marcon se concentra na Serra. O deputado somou 74.581 votos em Caxias do Sul e 20.730 em Porto Alegre. Em Farroupilha, somou 9.496 votos; em Flores da Cunha, 8.172; e em Bento Gonçalves, 6.216, reforçando o peso regional. Porém, houve ampliação em outras cidades do Estado: Santa Maria, com 9.336; Novo Hamburgo, com 9.104; e Canoas, com 7.808.
