Ao inaugurar o comitê central de campanha nesta quarta-feira (26), em Porto Alegre, o candidato ao governo do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza (MDB), manteve o tom adotado nas redes sociais, crítico às posturas de Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL) de não irem aos debates, alegando um acordo entre os adversários para isolá-lo.
“Os representantes desta polarização estão mancomunados, fizeram um acordo entre eles. Nos raríssimos debates que participam, nos intervalos ficam de cochichos, porque não nos querem no segundo turno”, discursou Gabriel Souza, que dividirá o local ao longo da campanha com os candidatos ao Senado da coligação, Germano Rigotto (MDB) e Frederico Antunes (PSD). O governador Eduardo Leite (PSD) também esteve presente.
Outro aspecto presente nas falas dos representantes da majoritária é uma esperança de crescimento nas pesquisas a partir do horário eleitoral de televisão, que inicia nesta sexta-feira (28). A proposta é emular a primeira campanha de Germano Rigotto (MDB), que na eleição de 2002 aparecia com um percentual baixo nas pesquisas e passou por um crescimento rápido ao longo do primeiro turno.
Ao longo do ato discursaram o governador Eduardo Leite, ex-governador José Ivo Sartori, Rigotto e Antunes, o candidato a vice, Ernani Polo (PSD), o prefeito e a primeira-dama de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB) e Valéria Leopoldino.
Na maior parte das falas o tom era conciliação e dialogo, ainda que crítico às candidaturas de esquerda e direita em âmbito estadual e nacional. A grande exceção se deu na fala do prefeito Sebastião Melo, que propôs um afastamento mais cuidadoso da direita, colocando que “o lado de lá é muito pior”.
