Em live comandada por Flávio Bolsonaro nesta quinta-feira, após o cancelamento do debate da Rede Globo com os candidatos à presidência da República, o deputado e candidato a senador Marcel Van Hattem (Novo) abriu voto para o candidato do PL à presidência da República.
"Então aqui eu quero repetir, Flávio, com todo respeito e admiração que eu tenho pelo Zema, e que ele é um grande cara, espero que ele também e o resto do partido possam tomar esse mesmo caminho. Já tínhamos essa liberdade, todos nós do Novo, muitos já anunciaram voto em ti, mas eu digo hoje à noite, Flávio: eu, no domingo, pra presidente, voto 22”, disparou Van Hattem.
O deputado federal ressaltou que a mudança de voto se deu em relação às medidas do STF.
Entenda o caso:
Ao longo da quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) tomou decisões de forte impacto sobre o pleito presidencial, culminando no inédito cancelamento do último debate dos candidatos à Presidência na TV Globo, que ocorreria na noite de 1º de outubro. À noite, ministro Gilmar Mendes do STF concedeu uma decisão liminar determinando que a TV Globo incluísse obrigatoriamente o candidato Renan Santos (Missão) no debate. A decisão de Gilmar Mendes contrapôs um entendimento anterior do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, e uma avaliação da ministra Cármen Lúcia, que apontavam que o partido de Renan não cumpria o requisito legal de representação no Congresso (mínimo de cinco parlamentares).
A reação da TV Globo, diante das sucessivas ordens judiciais de última hora, que incluíram também uma determinação da ministra substituta do TSE, Estela Aranha, proibindo mostrar o "púlpito vazio" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, declarou que as medidas causavam insegurança jurídica e interferiam na liberdade de imprensa, optando por cancelar o debate.
Impacto nas campanhas: O cancelamento desestruturou as estratégias de Flávio Bolsonaro (PL), que pretendia explorar a ausência de Lula (PT) no palco. Flávio e outros candidatos, como Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), subiram o tom com duras críticas à "politização" e "interferência indesejada" do Judiciário no pleito.
