Eleições

Especial: Frederico Antunes quer levar o diálogo ao Senado

Correio do Povo começa série de entrevista com oito candidatos ao Senado pelo Rio Grande do Sul

Frederico Antunes aposta no perfil de articulador para atuar no Senado, se eleito
Frederico Antunes aposta no perfil de articulador para atuar no Senado, se eleito Foto : Alina Souza

Concluindo o seu sétimo mandato como deputado estadual, sendo os últimos oito anos exercendo ainda a liderança do governo na Assembleia, Frederico Antunes tem apostado no perfil conciliador e articulador para traçar o caminho até o Senado. Tendo o governador Eduardo Leite (PSD) como principal cabo eleitoral, o candidato tem focado sua campanha em tornar-se mais conhecido do eleitor.

Após deixar o PP, onde construiu sua trajetória política, no início do ano, depois da sigla optar por apoiar a candidatura de PL ao Executivo, o político optou por manter a coerência e ficar ao lado do projeto de governo que defendeu nos últimos anos. Ao longo dessa conversa, o candidato destacou que pretende, se eleito, defender a prorrogação do Funrigs (Fundo de Reconstrução do RS), promover ações de combate à violência contra a mulher e defender a ampliação de recursos na saúde. “O Estado tem uma carência muito grande de articulação e quero a retomada de protagonismo no cenário nacional.”

Antunes é o primeiro entrevistado do especial que o Correio do Povo abre, nesta segunda-feira, com oito dos candidatos ao Senado pelo RS. Neste ano, serão eleitos dois nomes.

Veja o especial com oito candidatos ao Senado pelo Rio Grande do Sul

As próximas entrevistas serão publicadas nos dias 15, com Germano Rigotto (MDB); 16, com Manuela d’Ávila (PSol); 17, com Marcel van Hattem (Novo); 18, com Milton Cardoso (PSDB); dia 21, com Paulo Pimenta (PT); 22, com Renato Jaguarão (Cidadania); e 23, com Ubiratan Sanderson (PL).

Sobre o perfil de candidato: “Eu trago no meu currículo práticas de usar o mandato como um instrumento que considero fundamental para achar as soluções que as pessoas precisam, que as pessoas merecem, que é o diálogo. Não sou um político de lacrar, de expelir ódio, de fazer disso a grande arma para convencimento das pessoas.”

Principais trechos:

Sobre o trabalho como líder de governo: “Nós tínhamos dívida com a saúde, a 8 anos atrás, o Estado não pagava folha em dia, tinha dívida com os hospitais, dívidas de repasses na área da saúde com os municípios e nós conseguimos através de reformas que fizemos e ajustes fiscais, ou seja, no caixa do Estado, conseguimos ir revertendo essa situação. E o que nós tivemos de resultado nestas melhorias foram eles direcionados para entregas fundamentais, como para a saúde.”

Como tornou-se candidato: “Eu, no meu sétimo mandato, também notei que há novos políticos em ascensão. Então, ex-prefeitos, ex-vereadores estão no ponto para poder agora se credenciarem para serem deputado estadual, queria que tivessem essa experiência”. “Eduardo Leite chegou para mim e disse: "Olha, Frederico, eu não vou concorrer ao Senado e eu quero que tu concorra no meu lugar. Acho que tu está preparado para isso, tu é um bom candidato, eu vou te apoiar, o nosso partido vai te apoiar". Eu aceitei o desafio.”

Qual o seu maior desafio na campanha ao Senado: “Anos de mandato, mas muitas pessoas ainda não conhecem o Frederico Antunes. Então, o grande desafio que eu tenho, meu grupo, minha nossa equipe, nossa chapa, é ter a possibilidade de alcançar as pessoas, quem é o Frederico Antunes. Mas antes de pedir o voto, eu peço para que eles (eleitores) possam é saber da minha vida, saber o que eu fiz, saber o que eu faço.”

Qual é o maior desafio do RS no Senado: “Bom, nós temos alguns desafios aí no calendário. No início do próximo mandato de senador, nós já temos a necessidade de discutir a prorrogação do fundo que nos dá a capacidade de recursos para investimentos em obras, em restaurações, resiliência de um Estado que foi muito afetado por esses desequilíbrios climáticos, que é o Funrigs. Então, nós temos que argumentar e conseguir maioria para que o Funrig seja postergado para que a gente possa ficar mais minimamente 3 anos o utilizando. (...) Depois nós temos também, já no início do ano que vem, de colocar em prática da reforma tributária. (...) E nós temos um prazo para a assinatura do Propag (que é a renegociação da dívida do Estado com a União).”

Sobre a discussão envolvendo o STF: “Desvio de conduta de quem usa chinelo ou toga é igual ao desvio de conduta. Ou seja, tem que pagar pelos seus erros. Tem que ser punido pelos seus erros. Não pode haver privilégios de castas, de classes. O cidadão brasileiro, ele tem na sua Constituição estabelecido direitos e deveres. Quem não cumprir com os seus deveres tem que pagar pelo erro de não cumprir aquilo que tem que ser cumprido.”

Pautas que quer defender no Senado, caso seja eleito: “Primeiro lugar é a saúde. Há uma necessidade de nós fortalecermos o sistema de saúde. A correção da tabela SUS, é uma das questões que temos de estabelecer. É diagnosticar as situações como nós estamos fazendo no Rio Grande do Sul de atendimento aos 60 mais. Além de cobrar a diminuição da fila do INSS, coisa que também nos preocupa muito. E precisamos discutir este machismo estrutural e que leva a violência contra as mulheres.

Veja a entrevista na integra:

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