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Especial: Germano Rigotto quer protagonismo gaúcho no Senado

Candidato do MDB ao Senado abordou os desafios do RS em série de entrevistas do Correio do Povo

Germano Rigotto aposta na experiência para recuperar protagonismo gaúcho no Senado
Germano Rigotto aposta na experiência para recuperar protagonismo gaúcho no Senado Foto : Fabiano do Amaral

Em um pleito marcado pelo acirramento ideológico por uma das duas vagas ao Senado pelo Rio Grande do Sul, o ex-governador Germano Rigotto (MDB) retorna às urnas. Segundo ele, a candidatura atende ao “chamamento do partido” e dos eleitores por uma representação experiente. Afastado de mandatos eletivos desde que deixou o governo do RS, Rigotto nunca deixou a política de lado. Disputou uma eleição pela última vez em 2018, quando foi candidato a vice de Henrique Meirelles na disputa presidencial.

Mesmo sem mandato, continuou atuando no debate de temas nacionais em conselhos e palestras pelo país. Se eleito, seu foco principal será o de fazer com que o Estado recupere a representatividade e o peso político em Brasília. “Esta experiência no parlamento (ex-deputado estadual e federal) e no Executivo (ex-governador) me dá condições de chegar ao Senado e não ser mais um senador, mas sim uma voz forte na defesa do nosso Estado.”

Rigotto é o segundo entrevistado do especial que o Correio do Povo continua, nesta terça-feira, com oito dos candidatos ao Senado pelo RS. Neste ano, serão eleitos dois nomes.

Veja o especial com oito candidatos ao Senado pelo Rio Grande do Sul

As próximas entrevistas serão publicadas nos dias 16, com Manuela d’Ávila (PSol); 17, com Marcel van Hattem (Novo); 18, com Milton Cardoso (PSDB); dia 21, com Paulo Pimenta (PT); 22, com Renato Jaguarão (Cidadania); e 23, com Ubiratan Sanderson (PL). O primeiro entrevistado foi Frederico Antunes (PSD).

Principais trechos

Por que retornar à vida pública neste momento: “Volto porque onde eu andava as pessoas me diziam: ‘Dentro desse quadro nacional tão complicado, com choque entre poderes, com desgaste das instituições, com o Congresso não fazendo aquilo que deve fazer, me diziam que tinha que voltar. E meu partido também pediu muito que eu participasse da eleição para concorrer a um cargo que eu nunca ocupei. Então, esta experiência no Parlamento é claro que me dá condições de chegar no Senado Federal e não ser mais um senador, chegar com o espaço conquistado. (...) E eu acredito que o Rio Grande do Sul precisa recuperar protagonismo que perdeu.”

Sobre os desafios de gestão Fiscal e emendas parlamentares: “Não posso concordar com R$ 62 bilhões de emendas parlamentares. É um absurdo este sequestro do orçamento pelo Congresso Nacional, com emendas PIX, com emendas de comissão, com emendas sem nenhum tipo de transparência. Eu não posso concordar com o governo que é irresponsável na questão fiscal e que o Congresso não faz nada”.

Qual a sua estratégia na campanha: “O carrinho está andando pelo Estado e não é pouco. Já fiz em 20 dias uns 15 mil km. Eu estou andando por estrada, não por ar. Andando muito e como é bom. E o carinho que eu recebo. É uma coisa impressionante.”

Como enfrentar a dívida do RS com a União caso seja eleito: “O Rio Grande do Sul não está preparado para retomar esse pagamento da dívida. Nós vamos ter que ter muita união para garantir, no mínimo, mais três anos sem pagar essa dívida”.

Defesa da criação de um fundo de desenvolvimento para o Sul: ”Hoje, mais do que outros Estados, nós precisamos de um fundo de desenvolvimento para garantir recursos a custo baixo para as regiões menos desenvolvidas".

O impacto da polarização nas discussões políticas: “Hoje se ideologiza tudo. Temos um país dividido, um país que na verdade as pessoas não respeitam, não estou dizendo, não tô generalizando, mas muitos não respeitam a opinião do outro. E se a opinião do outro é diferente da sua, o outro é tratado como um adversário, como inimigo. Então, falta diálogo. É normal que alguém seja de direita, de esquerda ou de centro, mas, por favor, respeite minimamente quem pensa diferente".

Sobre a crise institucional do STF: “Primeiro, a história de que o Supremo julga o senador ou deputado federal que cometeu algum erro, que tem algumas contas a prestar à Justiça, é julgado pelo Supremo. E aí tem senador e deputado que tem medo de um qualquer movimento que de alguma forma contraria interesses no STF. Eu chego ao Senado sem nenhum processo, sem nenhum problema e com toda a liberdade. E segundo, defendo uma lista sêxtupla para dois nomes indicados pelo Conselho do Ministério Público, dois pela OAB e dois pelo Conselho Nacional de Justiça. O Senado tira três e manda para o presidente escolher um”. (...)

Sobre impeachment de ministro: “Se ele (Alexandre de Moraes) não se afastar do cargo, provavelmente vai responder a um processo de impeachment e eu não tenho problema nenhum de olhar para o que está acontecendo e votar a favor”.

Sobre o controle de poderes no Congresso: “Não pode um presidente (do Congresso) engavetar uma CPI ou um processo de impeachment porque ele quer engavetar ou porque tem algum envolvimento no processo”.

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