Eleições

“Estou indo para o Senado para fazer o impeachment do Alexandre de Moraes”, afirma Van Hattem após eleição

Ex-deputado ascende ao Senado Federal com 3,4 milhões de votos ao lado de Sanderson do PL

Senador eleito comemorou ao lado de Zucco, vencedor da corrida ao Piratiní
Senador eleito comemorou ao lado de Zucco, vencedor da corrida ao Piratiní Foto : Mauro Schaefer

Com 3.449.053 votos, Marcel Van Hattem passa a ocupar uma das três cadeiras do Rio Grande do Sul no Senado Federal. O ex-deputado federal pelo Partido Novo, recebeu 30,08% dos votos apurados ao lado do colega de campanha, Sanderson, do Partido Liberal. A diferença entre os dois eleitos foi de apenas 4,2 mil votos a favor de Sanderson.

Nascido em Dois Irmãos, o futuro senador do RS possui graduação em Relações Internacionais e especialização em Direito, Economia e Democracia Constitucional. Ele iniciou sua trajetória política em 2005, quando se elegeu vereador em Dois Irmãos. Dez anos depois, foi eleito deputado estadual pelo Progressistas (PP).

Em 2018, trocou de sigla e, em 2019, assumiu a Câmara dos Deputados como o deputado mais votado do RS. Hoje, Van Hattem está na segunda legislatura. Tem Sérgio Turra (PP) e Ricardo Jobim (Novo) como suplentes. No discurso feito para apoiadores em frente ao seu comitê na Capital, Van Hattem reforçou que levará para o Senado a sua pauta de reforma do judiciário no Brasil.

“Essa eleição está escrita nos anais da ciência política como a eleição mais incrível de dois votos na história do Brasil. Teve Sanderson e Marcel. Teve Marcel e Sanderson. Eu sempre disse, antes mesmo de oficializar a candidatura, que eu preferia não ir para o Senado do que ir sozinho. Agora, estou indo para o Senado para fazer o impeachment do Alexandre de Moraes. Valeu muito a pena cada momento em que tivemos que reforçar as nossas convicções”, apontou.

Van Hattem também falou sobre o atual momento político no Brasil e sobre a vontade que o brasileiro demonstrou em votar pela mudança nessas eleições. “Nós vivemos em um momento tenso da república em que a democracia já não existe como tivemos no passado. Hoje o Brasil e o RS estão mostrando que no voto o povo está vencendo. Não podemos perder essa esperança de que é pelo voto que vamos resolver tudo. Tivemos uma campanha, do início ao fim, apostando na vontade do gaúcho em mudar”, concluiu.

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