Eleições

Flávio Bolsonaro pede para Justiça Eleitoral investigar diretor da PF por beneficiar Lula

Jurídico da campanha alega que Andrei Rodrigues usou estrutura pública contra adversários do petista no 1º turno

Andrei anunciou o início de um procedimento preliminar sobre interferência dos EUA
Andrei anunciou o início de um procedimento preliminar sobre interferência dos EUA Foto : Lula Marques / Agência Brasil / CP

A equipe jurídica do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, apresentou uma notícia-crime à Justiça Eleitoral pedindo a abertura de investigação contra o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. A alegação é de suposto uso da estrutura pública para beneficiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o primeiro turno das eleições.

A defesa sustenta que Andrei utilizou a estrutura da corporação para anunciar, em entrevista coletiva no domingo, dia 4, a abertura de uma apuração preliminar sobre possível interferência estrangeira no processo eleitoral. Segundo os advogados, a divulgação da suspeita, que poderia ser associada à campanha de Flávio, teria potencial para influenciar o eleitorado em favor de Lula. No pedido, a equipe afirma que, diante da polarização entre os candidatos, a suspeita seria interpretada como uma acusação contra o senador e sua campanha.

A solicitação requer a instauração de procedimento investigatório, o encaminhamento dos autos ao Ministério Público Eleitoral e o acesso a documentos da Advocacia-Geral da União (AGU), da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR), além da gravação integral da entrevista coletiva. A defesa argumenta que a reportagem do jornal britânico The Guardian, publicada em 30 de setembro, mencionava a possibilidade de o governo dos Estados Unidos destinar US$ 1 milhão a um programa relacionado ao combate ao lawfare e à censura no Brasil, mas informava que as iniciativas ainda estavam em discussão, sem confirmação de transferência dos recursos.

O caso chegou à PF após o advogado-geral da União, Jorge Messias, encaminhar comunicações à corporação e à PGR, em 1º de outubro, solicitando a apuração dos fatos. Três dias depois, Andrei anunciou o início de um procedimento preliminar. Conforme a petição apresentada pela equipe de Flávio, a investigação foi arquivada em 7 de outubro por ausência de justa causa, e a PGR também arquivou o expediente recebido. A defesa sustenta que a divulgação da apuração no dia da votação pode ter configurado uso de repartição pública em benefício partidário.

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