Eleições

Lula cita reservas internacionais e diz que dívida pública não lhe provoca “pânico”

Presidente se comprometeu a reduzir déficit, mas projetou equilíbrio com redução de juros

Candidato à releeição salientou soluções para o PAC
Candidato à releeição salientou soluções para o PAC Foto : Ricardo Stuckert / PR / CP

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, disse neste domingo, 27, que a dívida pública não lhe provoca “pânico” e que é irreal. Em trecho antecipado de entrevista gravada para o programa Canal Livre, da Band, Lula mencionou as reservas internacionais do País. De acordo com ele, perfazem o total de US$ 370 bilhões.

Lula atribuiu a quantia à decisão de 2005 de acumular reservas, ainda em seu primeiro governo. O presidente declarou que o valor é um “colchão de sustentação da economia brasileira”.

Ele garantiu, no entanto, que a dívida lhe causa preocupação e que tem a intenção de diminuí-la em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), conservando as despesas que considera indispensáveis. “Eu não gosto de dever mais do que eu recebo, não gosto. E a gente vai diminuir essa dívida pública com relação ao PIB, primeiro fazendo os gastos que são necessários fazer”, prometeu Lula.

O candidato do PT à reeleição admite confiar na redução dos juros e disse que isso é necessário para o crescimento da economia.

Sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Lula disse que a definição das obras leva em conta as demandas de governadores e prefeitos. “O PAC eu chamo os governadores, chamo o prefeito e digo o que é importante no seu estado e no seu município. E aquilo a gente vai fazer”, afirmou.

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