O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta segunda-feira, durante reunião com aliados políticos no Hotel San Marco, em Brasília, que ele não vê razões para não ser eleito presidente no segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).
"Estou convencido de que não há nenhuma razão para eu não ser eleito presidente da República no segundo turno. Não há razão econômica, social e política", disse o presidente.
Lula também destacou que, em 2006, quando ele disputou o segundo turno contra o então ex-governador de São Paulo e agora vice-presidente Geraldo Alckmin Alckmin, perdeu votos enquanto que ele conquistou.
"É importante lembrar que meu parceiro Alckmin, em 2006, eu fui para o segundo turno com Alckmin e aconteceu um fenômeno: eu cresci 12 milhões de votos e o Alckmin perdeu quatro milhões de votos", disse o presidente.
A reunião com ministros, senadores, presidentes de partidos e políticos aliados eleitos neste domingo, para traçar a estratégia do segundo turno.
"Valeu a pena a campanha que vocês fizeram. (...) Se você perde e deixa uma marca, a derrota pode significar a vitória. Uma campanha bem feita que vocês fizeram, pode ficar certo que deixou uma marca profunda", declarou Lula aos candidatos.
Com 100% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro e Lula terminaram com 56.104.503 votos (47,03% dos votos válidos) e 53.879.538 votos (45,16% dos votos válidos), respectivamente.
