Mesmo preso preventivamente desde o meio de setembro, o vereador de Porto Alegre investigado por suposto esquema de desvio de R$ 2 milhões do Fundo Municipal de Saúde, recebeu 9,190 votos nas Eleições Gerais deste ano. Candidato pelo Podemos à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS), Giovane Byl foi o oitavo nome mais votado do partido, que conquistou duas posições na casa.
O suposto envolvimento no esquema foi deflagrado pela Operação Cinesia, do Ministério Público do Rio Grande do Sul. De acordo com o órgão, uma organização da sociedade civil teria recebido os recursos para a execução de projetos financiados por emendas parlamentares da área da saúde.
A investigação indica que parte dos valores teria sido retida das contas vinculadas aos termos de fomento, transferida para contas de livre movimentação do próprio grupo de suspeitos, e posteriormente distribuídas entre investigados, empresas e outros envolvidos.
A ação, deflagrada em 18 de setembro deste ano, durante a campanha eleitoral de Byl à Câmara Federal, resultou na prisão preventiva do candidato, um assessor, o advogado (que também é ex-dirigente da instituição alvo da ação) e outro ex-dirigente da organização da sociedade civil.
