Eleições

“Nanicos” na disputa de Porto alegre vão para o corpo a corpo

Nomes de siglas menores focam na mobilização com poucos recursos na largada da campanha

Partidos com poucos recursos apostam nas ações de contato direto com os eleitores e impulsionamento na presença nas redes sociais para tornarem-se conhecidos. A seguir, as estratégias dos candidatos.

Carlos Alan quer presença nas redes sociais

Como uma maneira de contornar a ausência em debates e na propaganda gratuita, a coordenação da campanha de Carlos Alan (PRTB) aposta, pelo menos nestas duas primeiras semanas, na ampliação da presença nas redes sociais. Outro caminho é participação em programas, como podcasts, que permitem chegar em um grupo maior de eleitores. A candidatura é a única majoritária no RS e deverão servir também para impulsionar a ampliar a presença do partido no Estado.

Na largada da campanha, Pontes investe em panfletagens

César Pontes (PCO) foi o último candidato à majoritária a oficializar o nome na disputa da Capital. O foco da campanha nesta primeira semana será na presença em sabatinas e em atividades de rua, como panfletagens. Além disso, o candidato deverá fazer atividades de lançamento da candidatura para os membros do partido.

Fabiana Sanguiné aposta no diálogo direto com a população

A estratégia da campanha de Fabiana Sanguiné (PSTU) é a de conversar e apresentar o programa de governo, especialmente para os trabalhadores e as comunidades mais pobres. A intenção é ressaltar a necessidade da atuação da prefeitura a favor da maioria da população.

Ela também pretende dar atenção especial às pessoas que foram atingidas pelas enchentes, no sentido de garantir apoio à reconstrução. O início da campanha será com distribuição de material no centro de Porto Alegre.

A dificuldade, reconhece a organização, é o processo eleitoral, que na avaliação do partido, não viabiliza maior espaço e visibilidade ao partido, limitando o alcance das candidaturas.

Luciano Schaefer aposta no corpo a corpo

O Unidade Popular pelo Socialismo (UP) não tem tempo de rádio e TV e também acaba de fora da maioria dos debates, uma vez que não tem representatividade na Câmara dos Deputados. Assim, o partido parte para a campanha de rua a fim de impulsionar a candidatura de Luciano Schaefer à prefeitura.

A estratégia é fazer uma campanha tradicional, com panfletagem, megafone em grandes centros, abordando eleitores individualmente para explicar projetos. Mais do que disputa eleitoral, o UP fará uma “campanha para além do voto”, como destacou o presidente estadual, Vinícius Stone.

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