Eleições

Não foram constatados fatos que indiquem interferência estrangeira no pleito, diz presidente do TSE

Nunes Marques também destacou uma redução expressiva no número de denúncias relacionadas à integridade do processo eleitoral

Ministro destacou confiança nas urnas após análise
Ministro destacou confiança nas urnas após análise Foto : Antonio Augusto / TSE / Divulgação CP

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo, 4, que os relatórios dos observadores internacionais apontaram transparência e normalidade no primeiro turno das eleições. Segundo ele, durante o período de observação, não foram constatados fatos que indicassem interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro.

“Indicaram ainda que, ao longo da missão de observação, obtiveram acesso às informações necessárias e puderam conhecer o sistema eleitoral brasileiro, registrando que este sistema conta com a confiança de instituições da sociedade civil, órgãos governamentais e partidos políticos com os quais seus integrantes mantiveram reuniões”, afirmou o presidente do TSE.

Nunes Marques acrescentou que, até o momento, os observadores não relataram a identificação de incidentes graves ou ocorrências relacionadas às urnas eletrônicas, à identificação dos eleitores ou ao transporte. “Recebemos estes registros com satisfação e os entendemos também como uma demonstração da importância da observação eleitoral e do diálogo entre instituições democráticas”, declarou.

Integridade do processo eleitoral

Nunes Marques também destacou uma redução expressiva no número de denúncias relacionadas à integridade do processo eleitoral e à possível supressão do voto em comparação com 2022, conforme os registros do Sistema de Alerta de Desinformação Eleitoral. “Em 2022, entre o primeiro de agosto e a véspera da votação, foram registradas 18.487 denúncias. No mesmo período de 2026, foram 2.604 denúncias. Isso representa uma redução de aproximadamente 86% no volume de registros”, afirmou.

O ministro ressaltou que os números dizem respeito exclusivamente a conteúdos relacionados à integridade do processo eleitoral ou que possam contribuir para a supressão do voto.

Segundo ele, a redução é significativa e merece ser reconhecida, mas não significa que a Justiça Eleitoral deva baixar a guarda. “A defesa da verdade, da informação de qualidade e da liberdade de escolha do eleitor exige vigilância permanente”, acrescentou.

Ao fazer um balanço do primeiro turno, Nunes Marques pontuou que, conforme dados compilados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, a ocorrência mais frequente registrada até o momento foi a prática de boca de urna.

O presidente do TSE também afirmou que a Corte permaneceu atenta às condições meteorológicas em todo o país, em articulação com os órgãos responsáveis, para acompanhar eventuais impactos sobre a votação, a apuração e a logística eleitoral.

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