Eleições

O que pensam os postulantes gaúchos ao Senado Federal sobre o fim da escala 6x1

Tema deverá voltar ao debate na próxima semana após o recesso do Congresso Nacional

Na próxima semana, o Senado Federal retorna do recesso e deve voltar a discutir o fim da escala 6x1
Na próxima semana, o Senado Federal retorna do recesso e deve voltar a discutir o fim da escala 6x1 Foto : Alina Souza

Na próxima semana, o Senado Federal retorna do recesso e deve voltar a discutir o fim da escala 6x1, com seis dias de trabalho e um de folga por semana. A proposta também reduz a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40, sem que haja redução no salário do trabalhador.

Segundo o pré-candidato ao Senado Federal Frederico Antunes (PSD), o fim da escala 6x1 não deveria ser deliberado durante o período eleitoral. “Isso pode poluir o tema. O assunto deve, sim, ser debatido, para expor o que acontece no Brasil e dar melhores condições aos trabalhadores. Mas fazer agora é passar por cima de uma discussão importante. Tem que haver uma deliberação responsável. Gostaria de debater o tema no ano que vem.”

Para o pré-candidato Germano Rigotto (MDB), o debate sobre o fim da escala 6x1 não deveria ocorrer durante o período eleitoral. “Não é o melhor momento para isso, pois ainda é necessário estudar caso a caso e entender os impactos que isso pode causar em alguns setores, como microempresas, saúde e municípios. Que a escala 6x1 vai se encaminhar para uma mudança, não tenho dúvidas, mas têm que ser estudados os impactos que a transição de escala pode causar.”

A candidata Manuela D’Ávila (PSOL) afirmou ser favorável à aprovação do fim da escala 6x1, com redução da jornada para 40 horas semanais. “Essa é uma medida importante para todos os trabalhadores, mas, especialmente, para as trabalhadoras. Sabemos que as mulheres vivem, geralmente, na escala 7x0. No dia livre, dão conta dos cuidados das crianças, dos familiares e da casa.”

O candidato Marcel van Hattem (Novo) considera importante debater o assunto à exaustão. “A Câmara não fez o debate tão amplo e, por isso, o texto precisa ser melhor discutido. Sou favorável à liberdade de o trabalhador escolher a jornada de trabalho que melhor se adapta às suas necessidades e rotina de vida; por isso, apoio a discussão sobre o horário flexível.”

O pré-candidato Milton Cardoso (PSDB) afirmou que é contra o fim da escala 6x1. “Sou empresário, sei das dificuldades por que nós passamos. Sou a favor da liberdade total do trabalhador. É ele que tem que ter a opção de escolher quantas horas queira trabalhar durante o dia. Não sou a favor de acabar com a CLT, mas o empregado tem que ter a liberdade de trabalhar quando e na hora em que quiser.”

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“Sou a favor do fim da escala 6x1, pois proporciona dignidade, justiça, qualidade de vida e respeito às mulheres. Além de oportunizar que as mães convivam com seus filhos e tenham mais tempo com suas famílias”, declarou o candidato Paulo Pimenta (PT).

O pré-candidato Renato Jaguarão (Cidadania) afirma concordar que o trabalhador tenha seu tempo de descanso ampliado. “O trabalhador merece, sim, uma redução da jornada e mais qualidade de vida. Mas o governo precisa colaborar, reduzindo a carga sobre quem produz e gera empregos. Empresas fechadas significam menos oportunidades, mais desemprego e menos desenvolvimento para o Brasil.”

O candidato Ubiratan Sanderson (PL) recordou que votou favoravelmente à proposta que visa ao fim da escala 6x1. “A melhor solução para essa situação é a adoção da flexibilização da carga de trabalho, cuja proposta tramita no Senado. A PEC 12/2026, popularmente chamada de PEC do Trabalho Flexível, foi apresentada justamente para se contrapor à proposta que põe fim à escala 6x1. Assim, trabalhadores e empregadores serão beneficiados.”

Texto aprovado

O texto chegou ao Senado no fim de maio, após aprovação na Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União Brasil), determinou que a proposta passasse pelas comissões.

Alcolumbre tem se reunido com os setores interessados no tema para discutir a proposta. No início de julho, a reunião foi com as centrais sindicais, que defendem o avanço na análise do texto. Antes, em maio, ele já havia recebido integrantes dos empregadores, que defenderam a votação da proposta somente após as eleições.

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