O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, disse hoje que a corporação abriu um procedimento de investigação sobre uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. As informações são da CNN Brasil.
Segundo Andrei, a PF recebeu uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU) após o jornal The Guardian publicar sobre um projeto norte-americano intitulado de "Combate à Litigância Deliberativa e à Censura no Brasil", que previa cerca de R$ 5 milhões em recursos para grupos de oposição a supostos abusos do poder judicial e censura do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o diretor-geral da PF, a apuração ainda está em andamento sob caráter preliminar, sem instauração formal de inquérito.
Além disso, Andrei Rodrigues garantiu que "não há risco efetivo ou elemento concreto" e nem a existência de um plano contra embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália em Brasília. Ambas suspenderam atendimentos consulares às vésperas das eleições como medidas de segurança por suposta ameaça de ataque terrorista.
O diretor da PF ainda afirmou que o procedimento merece cuidado e escrutínio para evitar alarde ou desprezo de dados relevantes.
“Assuntos como esse merecem o cuidado, o escrutínio, a pesquisa correta para que nós não tenhamos nenhum alarde antes e também para não termos a possibilidade de desprezar algum dado relevante”, completou Rodrigues.
O diretor afirmou ainda que não tem conhecimento de que o serviço diplomático americano tenha entrado em contato com a inteligência da força de segurança em relação ao processo de possível interferência externa, mas que havia entrado em contato para alertar acerca do fechamento de embaixadas no país, alegando risco de segurança.
TSE nega que haja elementos concretos de interferência
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou em coletiva neste domingo que não há "indicativo concreto de interferência estrangeiras nas eleições brasileiras".
*Com informações de Estadão Conteúdo
