Os planos de governo dos candidatos ao governo do Rio Grande do Sul já podem ser consultados no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entre eles está o Luciano Zucco (PL), com um plano de 107 páginas, separado em seis eixos.
A divisão se dá entre segurança pública, desenvolvimento social (que engloba também saúde e educação), desenvolvimento econômico, tecnologia e governança. O sexto eixo é voltado a bandeiras que o partido defenderá caso seja eleito.
Segurança Pública
A parte do plano que trata de segurança pública se divide em: combate ao crime, sistema prisional, defesa civil, defesa agropecuária e proteção às mulheres.
A construção das propostas neste eixo foca no enfrentamento sistêmico do crime, usando de inteligência policial para conter a sustentação financeira das facções. Os caminhos concretos para execução destes objetivos focam na expansão do cercamento eletrônico, regulação do reconhecimento facial e aumento de efetivos nas forças de segurança. No campo do sistema prisional, prevê sistemas de classificação de apenados por risco e utiliza o termo “reincidência” ao abordar as políticas para que os egressos não retornem ao crime organizado.
Ao tratar de defesa civil e resiliência climática, o plano aborda, principalmente, a qualificação das forças e aumento da rede de monitoramento. A mesma linha segue ao tratar de violência contra mulheres e grupos vulneráveis, indicando melhorias técnicas no atendimento especializado e também uma uniformização nos processos de atendimento em serviços públicos (órgãos de saúde, segurança, educação, conselho tutelares e assistência).
Resiliência Climática
O texto propõe substituir a resposta emergencial por prevenção, destacando a conclusão da rede de monitoramento hidrometeorológico e alertas. Prevê o inventário de estruturas de proteção, como diques, e o mapeamento contínuo de riscos geológicos. Há menção ao planejamento de recuperação resiliente.
Educação
O tópico fica dentro do eixo “Um estado que cuida”. Destacam-se a expansão de escolas cívico-militares e dos colégios Tiradentes e os indicativos do investimento no ensino médio com a educação técnica, que já eram uma bandeira ao longo da pré-campanha. O plano também indica investimentos para melhora nos indicadores de alfabetização na idade certa, recomposição de aprendizagem e ampliação do ensino em tempo integral.
O plano inclui um tópico voltado à primeira infância, com propostas que interseccionam saúde e educação das crianças. Da mesma forma, há uma parte do plano que fale sobre desenvolvimento social, com ideias de projetos de inclusão e ascensão socioeconômica.
Saúde
Também parte do eixo “Um estado que cuida”, a saúde no plano de Zucco tem como principal bandeira a redução de filas, construída através da integração de recursos e regulação unificada para consultas e exames. Conforme adiantou em alguns debates e painéis, outro objetivo de Zucco está na utilização de telemedicina, através de atendimento e monitoramento remoto. O texto aborda a revisão do Programa Assistir e a modernização do IPE Saúde, propondo regras de governança da saúde suplementar privada.
Economia
Compondo o eixo “Um Estado que cresce”, o modelo de desenvolvimento pauta-se na desburocratização, atração de capital e incentivo ao empreendedorismo. O candidato planeja fomentar empregos facilitando o licenciamento proporcional ao risco e unificando o atendimento empresarial no "Tudo Fácil Empresas". A atração de investimentos será liderada pela agência Invest RS, com revisão do Fundo Operação Empresa (Fundopem-RS). O plano também indica o veto a criação de tributos e a adaptação estadual à reforma tributária.
O eixo também aborda questões relacionadas ao setor agropecuária, com destaque a liberação de crédito e a expansão de práticas de conservação de solo. Também há um tópico para trabalhar o turismo a atração de projetos de economia criativa para o RS, como produções audiovisuais.
Infraestrutura
No eixo “Um Estado que conecta”, as propostas incluem a revisão do Plano Estadual de Logística de Transportes (PELT) para integrar modais rodoviários, ferroviários, hidroviários e portuários, juntando com as necessidades mais atuais, como construções resilientes. Na divisão que aborda mobilidade, reforça a ideia de organizar a governança do transporte na região metropolitana.
