Eleições

Priscila Voigt: “Há que endurecer, mas sem perder a ternura”

Catarinense é candidata ao governo do Rio Grande do Sul pelo UP

Priscila é natural de Tijucas, cidade de Santa Catarina
Priscila é natural de Tijucas, cidade de Santa Catarina Foto : Luiza Alves/UP/Divulgação/CP

Filha do meio entre três irmãos, a nutricionista e ativista Priscila Voigt tem 33 anos. Com a fala cantada do sotaque catarinense, a candidata ao governo do Rio Grande do Sul pelo partido Unidade Popular pelo Socialismo (UP), nasceu e cresceu na cidade de Tijucas, no litoral de Santa Catarina.

Priscila é a filha do meio de Izoide e Paulo Voigt. A mãe cresceu numa comunidade que fazia plantio de cana-de-açúcar, trabalhou como doméstica durante a adolescência, atuou como professora e se formou em contabilidade aos 40 anos, já com os três filhos. Já o pai trabalhou por muito tempo em uma fábrica de calçados, tendo se formado como contador e advogado ao longo dos anos. Entre os episódios marcantes da infância, a candidata da UP relembra as jornadas exaustivas da mãe.

Antes de entrar para a militância e levar o ativismo como carreira, Priscila se formou em nutrição pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Decidi ficar na nutrição justamente por esse debate sobre saúde coletiva”. Ao longo da faculdade, Priscila teve um primeiro contato com militância política através dos movimentos estudantis. Após concluir a graduação, em 2013, mudou-se para Porto Alegre para cursar a residência em Saúde Coletiva no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Durante este período, atuou na Unidade de Saúde do Morro da Cruz.

Com o passar dos anos, Priscila se envolveu no Movimento de Luta pelos Bairros e Favelas (MLB) e do Movimento de Mulheres Olga Benário, além de participar de ocupações e da criação da Casa Mirabal para mulheres vítimas de violência. Ela é uma das fundadoras da UP no RS. Para além da política partidária, Priscila é praticante de boxe e gosta de aproveitar os espaços públicos de Porto Alegre com os amigos, em rodas de chimarrão. Priscila é casada com o psicólogo Bruno Ferreira. Sem filhos, eles dividem a vida com três cachorros: Lola, Valente e Haydée, que é uma homenagem a Haydée Santamaría, uma das principais figuras femininas da Revolução Cubana. Com a mesma referência histórica, a candidata comenta uma frase de Che Guevara que tem tatuada e que indica lhe definir bem: “Há que endurecer, mas sem perder a ternura, jamais”.

FAQ - Eleições

Tire todas as suas dúvidas sobre o processo eleitoral.

Especial Eleições

Simulador de urna eletrônica