O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou na manhã deste domingo que havia 124 mil justificativas no e-título vindas de eleitores do exterior até às 7h. Apesar de cada seção eleitoral colar na parede o seu resultado do boletim de urna, o TSE informa que só começará a divulgar os resultados eleitorais a partir do fechamento das urnas no Brasil, mesmo que haja fechamento antes em outros países.
A votação de brasileiros no exterior começou ainda no sábado. A seção eleitoral para brasileiros que moram na Nova Zelândia abriu às 16h de sábado, 3 de outubro, segundo o horário de Brasília, quando já eram 8h de domingo no país da Oceania. Por causa do fuso, a Nova Zelândia também foi a primeira a encerrar a votação, à 1h de Brasília.
Por causa do fuso horário, a votação já terminou em países da Oceania e da Ásia, como Austrália e Japão. As seções no exterior funcionam das 8h às 17h no horário local.
O Brasil tem 918,9 mil eleitores aptos a votar em seções fora do país. Na Nova Zelândia, há 3,1 mil brasileiros registrados. A única seção eleitoral do país está localizada na capital Wellington. Os brasileiros no exterior votam apenas para presidente.
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Todas as seções eleitorais no Brasil seguem o horário de Brasília, enquanto as localizadas no exterior abrem e encerram no horário local, entre 8h e 17h de domingo. As últimas cidades no exterior a iniciar e finalizar a votação são Los Angeles, São Francisco (ambas nos Estados Unidos) e Vancouver (Canadá).
Segundo o TSE, os eleitores brasileiros pelo mundo estão espalhados por 186 cidades. O maior posto de votação é em Lisboa, capital de Portugal, onde há 78 mil brasileiros registrados para votar. A capital portuguesa é seguida por Boston, nos Estados Unidos, e Porto, também em Portugal.
Com 265 mil eleitores registrados, os Estados Unidos têm o maior número de brasileiros aptos a votar. Portugal conta com 134 mil eleitores brasileiros, e o Japão, 88,3 mil. Na outra ponta, tanto na Coreia do Norte quanto em Bangladesh há somente um eleitor brasileiro registrado para votar.
O contingente cresceu 31,82% em relação a 2022, quando 697.078 brasileiros estavam aptos a votar fora do país. São 221.798 eleitores a mais, a máxima histórica desde que os dados passaram a ser computados, em 2010.
O eleitorado no exterior é marcado por altas taxas de abstenção. Nas eleições passadas, 51% dos eleitores registrados ao redor do mundo não foram votar. Em 2018 e em 2014, o índice de abstenção foi de 59%.
