Na última quarta-feira, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, se reuniu com o presidente Lula (PT), acompanhado da pré-candidata pedetista ao Piratini, Juliana Brizola. Nas suas redes sociais, Lupi publicou um registro do encontro e afirmou que o presidente “ouviu com atenção” o pedido de apoio à pré-candidatura de Juliana. O encontro, porém, foi compreendido de forma diferente pelas direções estaduais dos dois partidos.
Enquanto o presidente estadual do PDT, Romildo Bolzan, afirma que possíveis novidades, partindo da direção nacional e envolvendo as duas pré-candidaturas, ainda devem acontecer, o presidente estadual petista, Valdeci Oliveira, alega que não há nenhum fato novo posto e que as orientações que partiram de cima, até o momento, não divergiram em nada do que já foi decidido no Estado.
Conforme Bolzan, no núcleo pedetista as negociações partidárias estão, por ora, suspensas, até que uma orientação das nacionais ocorra – o que está previsto para o final de março ou início de abril. Apesar disso, ele deixou claro que as duas pré-candidaturas seguem firmes. “O tempo é que vai determinar”, disse.
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Do outro lado, Valdeci reforçou o nome de Edegar Pretto e afirmou que caso a nacional, por ventura, emita qualquer opinião diferente, a mudança “teria de passar por um amplo debate” dentro do partido. Ele destacou, porém, o desejo de ter o PDT na chapa, além dos demais partidos que declararam apoio à reeleição de Lula no Rio Grande do Sul.
Um impasse de uma possível aliança entre PDT e PT na disputa ao governo do Estado esbarra, entre outros fatores, na resistência de ambos os partidos abrirem mão da cabeça de chapa. Sabendo do problema, Lupi tem tentado articular nacionalmente o apoio dos petistas. Na semana passada, ele se reuniu com o presidente nacional do PT, Edinho Silva. Após, afirmou que o encontro havia sido para discutir as alianças regionais. Em seguida, Edinho negou e disse que o tema não foi discutido.