A escalada da crise no Supremo Tribunal Federal (STF), desencadeada pela retirada do sigilo de relatórios da Polícia Federal pelo ministro André Mendonça, que expôs diálogos entre o banqueiro preso Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, assumiu o centro das discussões políticas nesta semana.
Confira a evolução da crise
Dia 1º - A desclassificação do Sigilo
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça levanta o sigilo do relatório da Polícia Federal no qual foram anexadas 51 mensagens do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. O material expõe conversas e indicações de proximidade com o ministro Alexandre de Moraes.
Dia 2 - Pressão e reação no Congresso
O vazamento provoca forte abalo nos bastidores de Brasília. O volume de pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes no Congresso atinge a marca de 66 petições. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pede a nulidade de relatórios da PF, enquanto o presidente do STF, Edson Fachin, promete medidas para preservar a integridade do STF.
Dia 3 - Trégua impossível
O Palácio do Planalto entra em campo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronuncia sobre a crise e seus impactos no Judiciário após o vazamento das trocas de mensagens. Moraes utiliza a estrutura do Inquérito das Fake News para imputar denúncias (abuso de autoridade, improbidade e crime de responsabilidade) diretamente contra Mendonça. Mendonça, por sua vez, aciona o presidente do STF para que o Plenário decida a destinação das ações do caso.
Dia 4: Contra-ataque e reação
Fachin dá cinco dias de prazo para que Mendonça e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestem-se sobre supostas irregularidades na condução do caso Master. Fachin também retirou do âmbito do inquérito das fake news o pedido de Moraes para investigar Mendonça e determinou que o caso fosse incluído no mesmo procedimento aberto sobre os indícios encontrados pela PF contra Moraes.