Política

Gilmar Mendes cita ascensão de movimentos extremistas em abertura de fórum em Lisboa

Evento terá duração de três dias com mais de 50 painéis e cerca 300 palestrantes

Ministro organizou evento que conta mais de 300 palestrantes
Ministro organizou evento que conta mais de 300 palestrantes Foto : Gustavo Moreno / SCO / STF / CP

Citando a ascensão de movimentos extremistas e nacionalistas nos últimos anos, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou que 'é preciso reconhecer que o mundo, por vias tortuosas, mudou'.

A fala foi feita nesta quarta-feira, 26, durante a abertura do 12º Fórum de Lisboa, organizado pelo ministro em Lisboa, Portugal. O evento, que durará três dias, ficou conhecido informalmente como Gilmarpalooza', e conta com ministros do governo Lula, parlamentares e bolsonaristas.

Mendes lembrou que serão mais de 50 painéis, com mais de 300 palestrantes e recorde de 2.423 inscritos para o evento na capital portuguesa, com transmissão ao vivo. 'Estamos no caminho certo e isso nos lembra a responsabilidade com a ilustre audiência. Cabe-nos providenciar um ambiente de debates técnicos, que alcancem a academia e o ambiente institucional'.

O presidente da Câmara, Arthur Lira, participa da abertura e leu um discurso protocolar, ressaltando que o Fórum é 'espaço essencial para compreensão dos caminhos que temos pela frente'. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, também foi convidado para a abertura, mas não compareceu. 'A revolução tecnológica e do acesso à informação aceleraram o ritmo das transições.

O parlamento brasileiro tem sabido responder a esse desafio', disse Lira, que ressaltou que a Câmara está dedicada a regulamentar temas como Inteligência Artificial e o combate à desinformação.

'Estamos em fase de aprendizado sobre como lidar. Temos que ser rápidos nesse processo.' Lira disse ainda que o Brasil vive 'relativa estabilidade macroeconômica' e que a regulamentação da reforma do sistema tributário 'foi procrastinada por décadas', aprovada no ano passado e 'agora precisa se consolidar em lei'.

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