Política

Indiciamento de ministros do STF proposto pela CPI do Crime precisa de aval de Alcolumbre

Relatório final da comissão é submetido à decisão do presidente do Senado para ser votado, o que pode levar ao impeachment de magistrados

Se for aprovado, o relatório da CPI do Crime Organizado será enviado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre
Se for aprovado, o relatório da CPI do Crime Organizado será enviado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre Foto : Carlos Moura / Agência Senado / CP

Se for aprovado nesta terça-feira, 14, o relatório da CPI do Crime Organizado, que pede o impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, será enviado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Caberá a ele decidir se o coloca em votação em comissão especial.

O autor do parecer final, Alessandro Vieira (MDB-SE), propôs o indiciamento dos membros da Corte por crime de responsabilidade, sem caracterização penal. Com isso, as denúncias não serão enviadas à Procuradoria-Geral da República (PGR), cujo chefe, Paulo Gonet, está entre os indiciados.

Crime de responsabilidade

"O crime de responsabilidade é uma infração de caráter muito mais político. Então ele é investigado, processado e julgado pelo Senado", explicou Vieira ao Estadão. Uma vez aprovado, o que depende da votação pela maioria da CPI, prevista para as 14 horas desta terça-feira, 14, Alcolumbre passaria a ter controle sobre os rumos das denúncias.

Uma eventual condenação causaria o impeachment dos magistrados. O presidente do Senado não é simpático aos trabalhos do colegiado. Foi dele a decisão de não prorrogar a comissão por mais três meses, como pleiteou o relator.

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Vieira não garantiu que haja acordo para a aprovação de seu texto. A sessão em que o parecer seria lido e, depois, apreciado estava prevista para as 9h, mas foi adiada para as 14h a pedido do presidente da CPI, Fabiano Contarato (PT-ES), membro da base do governo.

"Cada um será confrontado com a sua própria biografia", disse o relator ao ser questionado sobre se há consenso.