Política

Marinho diz a Fachin que não haverá vingança contra ministros do STF

Senador do PL-RN adverte que Senado não se omitirá em casos de crimes de responsabilidade

Nos bastidores, comenta-se que Marinho poderia concorrer à presidência do Senado
Nos bastidores, comenta-se que Marinho poderia concorrer à presidência do Senado Foto : Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Rogério Marinho (PL-RN) disse ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que não haverá "espírito de vingança" contra os ministros da Corte na próxima legislatura e em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). Marinho falou com jornalistas após se reunir com Fachin no STF. Ele ressaltou, porém, que se forem verificados crimes de responsabilidade por parte dos ministros, "o Senado não vai se omitir".

Na sua avaliação, o Senado, sob condução de Davi Alcolumbre (União-AP), têm sido omisso por deixar de analisar os pedidos de abertura de processo de impeachment. Nos bastidores, comenta-se que Marinho poderia concorrer à presidência do Senado no ano que vem.

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O presidente do Senado é o responsável por aceitar ou rejeitar pedidos de abertura de processo de impeachment. Marinho também disse que relatou a Fachin a preocupação com uma "intervenção continuada" de ministros do Supremo na Justiça eleitoral e citou os casos do Rio de Janeiro e de Roraima. "Quem ganhar eleições precisa ser empossado", destacou. Ele também apontou que o "artifício" usado para escolher o relator de petições protocoladas no Supremo deixou de ser exceção e "está se tornando regra".