Política

Mendonça e Fux votam por prisão, e Toffoli se declara suspeito em análise sobre ex-presidente do BRB

Paulo Henrique Costa está detido desde a última operação Compliance da PF

Toffoli se declara suspeito em análise sobre ex-presidente do BRB
Toffoli se declara suspeito em análise sobre ex-presidente do BRB Foto : Luiz Silveira / STF / CP

O Supremo Tribunal Federal (STF) tem dois votos a favor da manutenção da prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, enquanto o ministro Dias Toffoli se declarou suspeito nesta quarta-feira na análise do assunto, segundo informações da rede de notícias CNN.

Os votos pela prisão foram dados pelos ministros André Mendonça e Luiz Fux. A continuidade da prisão ou não de Costa é analisada pela Segunda Turma do STF, integrada também por Gilmar Mendes e Nunes Marques.

A operação

A prisão de Paulo Henrique Costa ocorreu ainda na semana passada, quando ele foi detido em uma nova fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Foram apontados delitos como gestão fraudulenta de instituição financeira, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo a PF, o Banco Regional de Brasília injetou R$ 12 bilhões na instituição de Daniel Vorcaro, o Master, comprando carteiras de crédito consignado fraudulentas. A operação deu prejuízo bilionário ao BRB, que ainda não calculou a cifra final e adiou a divulgação do seu balanço de 2025.

O advogado de Paulo Henrique Costa, Cléber Lopes, afirmou que a defesa "continua firme na convicção de que ele não praticou crime algum".

A investigação aponta que o ex-presidente da instituição recebeu propina de Vorcaro de cerca de R$ 140 milhões, por meio da transferência de seis imóveis de luxo. Além dele, foi preso o advogado Daniel Monteiro. Ele teria sido o responsável por montar a estrutura da operação de lavagem de dinheiro para o repasse da propina.

A defesa do advogado Daniel Monteiro informou que "sua atuação sempre se deu de forma estritamente técnica, na condição de advogado do Banco Master e de diversos outros clientes, sem qualquer participação em atividades alheias ao exercício profissional. Daniel está à disposição da Justiça e confia que os fatos serão integralmente esclarecidos".

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