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Motta espera votar regulamentação de trabalho por aplicativo até abril

Matéria avançou na Câmara e relatório de grupo de trabalho deve ser divulgado em breve

Motta espera votar regulamentação de trabalho por aplicativo até abril
Motta espera votar regulamentação de trabalho por aplicativo até abril Foto : Marina Ramos/Camara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira que espera votar a regulamentação do trabalho por aplicativo até o mês de abril. Em entrevista coletiva, ele explicou o tema tem avançado no Congresso.

"Queremos fazer um texto equilibrado e para nós não é salutar que tenhamos milhares de pessoas trabalhando em condições que não sejam dignas. Queremos avançar até o final de março neste tema para que possamos levá-lo a plenário e votá-lo em abril”, disse.

Presente na ocasião estava o ministro-chefe da Secretária Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, ressaltou que a regulamentação do trabalho por aplicativo ficará centralizada a entregadores e motoristas para que não haja brecha para qualquer outro tipo de plataformização.

"Houve diálogo com o governo e trabalhadores. Deveremos soltar um relatório do grupo de trabalho em breve, mas é preciso ter a regulamentação o quanto antes. Do jeito que está, só interessa às grandes plataformas e não aos trabalhadores. A balança precisa ser equilibrada”, colocou.

Boulos citou a situação de um motorista de aplicativo de uma grande plataforma. “Um motorista tem descontado como taxa de retenção de cada viagem que faz até 50%, às vezes mais, sendo que o carro é dele, a gasolina fica por conta dele e todo o custo é dele. Isso não é razoável”, definiu.

Conforme o ministro, um entregador de comida recebe um valor defasado por entrega. “Ele não tem nenhum dinheiro garantido, sendo que todo risco e todo o custo é arcado por ele”, argumentou.

Boulos destacou ainda que há pontos do texto que são caros. Um deles é uma demanda dos motociclistas que entregam comidas por uma taxa de R$ 10, com adicional de R$ 2,50 por quilômetro rodado. “Vamos buscar o diálogo para ver se é possível incorporar no relatório. Se não for, o governo pretender incluir isso através de emenda”, relatou.

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