O pai do banqueiro Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que reveja e revogue a suspensão do processo em que foi determinada sua prisão preventiva, para análise de um pedido de prisão domiciliar. Ao assumir a relatoria da possível abertura de investigação contra Alexandre de Moraes, Fachin também determinou que todos os processos relacionados ao Banco Master e às fraudes no INSS fossem remetidos a seu gabinete e suspendeu os procedimentos.
Em petição enviada ao ministro nesta quarta-feira, 16, os advogados Eugênio Pacelli de Oliveira e Frederico Horta argumentam que o STF não conseguiu decidir "qual será órgão competente e qual será o Relator" do processo na sessão realizada na terça-feira. O julgamento terminou indefinido quanto à competência de Fachin para relatar o caso que envolve Moraes. Assim, os advogados pedem que o presidente do STF reveja e revogue a suspensão dos processos relacionados ao Banco Master, para que o caso retorne a André Mendonça. Com a medida, o magistrado poderá analisar um pedido de conversão da prisão preventiva em domiciliar.
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Henrique Vorcaro está preso preventivamente desde 14 de maio deste ano por determinação de Mendonça, confirmada pela Segunda Turma em junho. A defesa argumentou que a prisão preventiva já dura mais de 90 dias e sem ter sido reavaliada, como determina o Código de Processo Penal. Os advogados também ressaltam que o empresário tem doença com "grande capacidade de risco de vida (diverticulite recorrente)". O pedido encaminhado a Fachin ainda destaca que, na petição que trata de integrantes do grupo denominado "A Turma" - do qual o pai de Vorcaro supostamente fazia parte como operador financeiro, segundo a Polícia Federal (PF) - não há pessoas com foro privilegiado. "A matéria diz respeito à tal Turma, que seria arregimentada por Daniel Vorcaro, para fins ilícitos. Nenhum político, nenhum Ministro, nenhuma autoridade, enfim, é mencionada naqueles fatos", diz o documento.
O grupo batizado de "A Turma" organizava ações violentas para intimidar adversários do banqueiro. De acordo com a PF, seus integrantes mantiveram as atividades criminosas mesmo após a deflagração da força-tarefa que apura ilícitos relacionados ao Master.