Política

Polícia Militar descarta bomba após operação para apurar suspeita nos arredores do STF

Homem de 28 anos arremessou mochila e tentou passar por grades, conforme as forças de segurança

Grande aparato policial foi mobilizado
Grande aparato policial foi mobilizado Foto : Sérgio Lima / AFP / CP

Uma suspeita de bomba mobilizou a Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF) na noite desta quinta-feira, 1º, nas proximidades do Supremo Tribunal Federal (STF), na Praça dos Três Poderes, em Brasília. A operação foi realizada a três dias das eleições presidenciais. Após a atuação do Esquadrão Antibombas, a ameaça foi descartada e nenhum artefato explosivo foi encontrado.

Segundo a PM-DF, por volta das 19h50min, um homem de 28 anos foi identificado após arremessar uma mochila sobre uma parada de ônibus próxima ao Supremo. Durante a abordagem, ele teria apresentado resistência e feito declarações de cunho reivindicatório.

O homem foi detido, enquanto o perímetro foi isolado para a realização de uma perícia. A mochila foi examinada pelo Esquadrão Antibombas, que encontrou apenas objetos pessoais, sem qualquer artefato explosivo. Com a conclusão dos procedimentos de segurança, a operação foi encerrada.

Em nota, o STF informou que o indivíduo tentou pular as grades da instituição. A movimentação foi identificada pelo sistema de monitoramento da Corte, que acionou imediatamente a Polícia Militar e a Polícia Judicial. Como o homem arremessou uma mochila sobre o ponto de ônibus, foi necessário acionar a Operação Petardo, procedimento utilizado para averiguar possíveis artefatos explosivos.

Atentado em 2024

O episódio ocorre menos de dois anos após o atentado cometido por Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, conhecido como Tiü França, em novembro de 2024. Na ocasião, o empresário morreu ao detonar explosivos e fogos de artifício acoplados ao corpo em frente ao STF, na Praça dos Três Poderes.

Horas antes das explosões, Wanderley havia publicado mensagens nas redes sociais com referências a possíveis ações terroristas e críticas aos chefes dos Três Poderes. Além das explosões em frente ao Supremo, um carro de sua propriedade, com explosivos no porta-malas, foi encontrado no estacionamento da Câmara dos Deputados, nas proximidades de um dos prédios anexos da Casa.

Em 2020, Francisco Wanderley Luiz havia concorrido a uma vaga na Câmara de Vereadores de Rio do Sul, no oeste de Santa Catarina, pelo Partido Liberal (PL). Ele recebeu 98 votos e não foi eleito. Naquele período, o partido ainda não contava com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que ingressou na sigla no ano seguinte.

Em 2025, a Polícia Federal concluiu que Tiü França agiu sozinho e foi motivado por extremismo político. A investigação descartou a participação, o auxílio ou o financiamento de terceiros no atentado.