Política

Prefeitura de Porto Alegre pode entrar na Justiça para remover famílias do Dique do Sarandi

Prazo para a saída negociada segue até o próximo dia 28 de fevereiro

Remoção é fundamental para as obras na estrutura do sistema de proteção contra cheias
Remoção é fundamental para as obras na estrutura do sistema de proteção contra cheias Foto : Fabiano do Amaral

Das 57 famílias que vivem na rua Aderbal Rocha de Fraga, localizada junto ao Dique do Sarandi, na zona Norte de Porto Alegre, seis ainda não negociaram com a prefeitura para a saída do local.

A remoção é fundamental para as obras na estrutura do sistema de proteção contra cheias. A região foi gravemente afetada nas enchentes de maio de 2024.

Segundo o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), o prazo vai até a próxima sexta-feira. Após essa data, ele não descarta ir à Justiça para viabilizar a retirada das famílias do local e o inicio das obras.

“Estamos negociando, mas não podemos perder o prazo. Não descarto ir à Justiça”, enfatizou ele, na manhã deste sábado, na Holanda, onde cumpre missão oficial do Estado.

Pouco antes, ele conversou com o diretor-geral do Departamento Municipal de Habitação Demhab, André Machado, sobre o andamento das conversas com as famílias.

Segundo a prefeitura, todos os cadastros já foram enviados ao governo federal para receberem o benefício do Compra Assistida. Antes, os moradores receberam a opção do benefício Estadia Solidária, que consiste no pagamento de R$ 1 mil no prazo de 12 meses ou até o atendimento habitacional definitivo pelo governo federal.

Entenda a obra

A primeira etapa da obra de reforço do Dique do Sarandi foi concluída em janeiro. O trecho de 1,1 quilômetro, entre as Estações de Bombeamento de Águas Pluviais (Ebaps) 9 e 10, foi elevado à cota de 5,8 metros - patamar superior ao registrado durante a cheia de maio.

A próxima etapa é a desocupação das casas. O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) trabalha, ainda, na conclusão dos estudos para as obras definitivas das estruturas de proteção, que preveem a elevação da cota a sete metros.