Das 57 famílias que vivem na rua Aderbal Rocha de Fraga, localizada junto ao Dique do Sarandi, na zona Norte de Porto Alegre, seis ainda não negociaram com a prefeitura para a saída do local.
A remoção é fundamental para as obras na estrutura do sistema de proteção contra cheias. A região foi gravemente afetada nas enchentes de maio de 2024.
Segundo o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), o prazo vai até a próxima sexta-feira. Após essa data, ele não descarta ir à Justiça para viabilizar a retirada das famílias do local e o inicio das obras.
“Estamos negociando, mas não podemos perder o prazo. Não descarto ir à Justiça”, enfatizou ele, na manhã deste sábado, na Holanda, onde cumpre missão oficial do Estado.
Pouco antes, ele conversou com o diretor-geral do Departamento Municipal de Habitação Demhab, André Machado, sobre o andamento das conversas com as famílias.
Segundo a prefeitura, todos os cadastros já foram enviados ao governo federal para receberem o benefício do Compra Assistida. Antes, os moradores receberam a opção do benefício Estadia Solidária, que consiste no pagamento de R$ 1 mil no prazo de 12 meses ou até o atendimento habitacional definitivo pelo governo federal.
Entenda a obra
A primeira etapa da obra de reforço do Dique do Sarandi foi concluída em janeiro. O trecho de 1,1 quilômetro, entre as Estações de Bombeamento de Águas Pluviais (Ebaps) 9 e 10, foi elevado à cota de 5,8 metros - patamar superior ao registrado durante a cheia de maio.
A próxima etapa é a desocupação das casas. O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) trabalha, ainda, na conclusão dos estudos para as obras definitivas das estruturas de proteção, que preveem a elevação da cota a sete metros.