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Agroindústrias familiares faturaram R$ 734 milhões no RS em 2025, mostra censo apresentado na Expointer 2026

Documento foi elaborado pela Emater-RS/Ascar, SDR, SPGG e DEE, a partir das respostas de mais de 3,1 mil empreendimentos

Rodrigo Feix, do Departamento de Economia e Estatística (DEE), apresentou os dados do Censo das Agroindústrias Familiares Gaúchas
Rodrigo Feix, do Departamento de Economia e Estatística (DEE), apresentou os dados do Censo das Agroindústrias Familiares Gaúchas Foto : Felipe Faleiro / Especial / CP

Com faturamento total de R$ 734,2 milhões em 2025, as agroindústrias familiares se consolidam como um ativo econômico e social importante no Rio Grande do Sul, indica o Censo das Agroindústrias Familiares Gaúchas, apresentado nesta quinta-feira na Expointer 2026, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Iniciativa da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR), em conjunto com a pasta do Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), por meio do Departamento de Economia e Estatística (DEE) e a Emater-RS/Ascar, o levantamento entrevistou 3.192 empreendimentos de 91% dos municípios.

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São 78% do total de 4.109 agroindústrias cadastradas no Programa Estadual de Agroindústria Familiar (PEAF), aprovado, aliás, por 87%. “Estes resultados e esta metodologia são importantes para nos fornecer dados, informações e com isso melhorarmos e endereçarmos melhor as políticas públicas”, disse o titular da SDR, Gustavo Paim. Os dados foram apresentados por Rodrigo Feix, pesquisador do DEE.

Em sua maioria, elas são pequenos negócios e de produção de subsistência, com 43% faturando até R$ 50 mil por ano. A boa saúde financeira também é destaque: 96% das agroindústrias do Rio Grande do Sul respondentes informaram estar rigorosamente em dia com seus compromissos financeiros. Quatro em cada dez não têm nenhuma dívida. 44% dos empreendimentos são geridos por mulheres, consideravelmente acima da média nacional de outros setores da economia.

O censo também destacou que as agroindústrias familiares ativas geram 8.601 ocupações diretas, média de três por negócio, sendo 49% compostas por mulheres e 15% por jovens. A sustentabilidade no campo também foi destaque no levantamento conjunto do governo do Estado: 91% dos gestores afirmaram que a agroindústria aumentou a renda familiar, enquanto para 87%, a atividade reduziu o desejo de deixar o meio rural.

Produzem mais de 30 categorias de alimentos, sendo biscoitos e bolachas os líderes, com 23%, seguido por massas frescas, com 13,5%, e vegetais minimamente processados, com 12,7%. Os Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) Serra, com 269, e Norte, com 263, possuem os maiores números de estabelecimentos.

O Selo Sabor Gaúcho, que certifica conformidade ambiental, sanitária e fiscal, é considerado fundamental para os negócios por uma ampla maioria, 91%. Na escolaridade, 36% dos gestores das agroindústrias familiares gaúchas possuem ensino médio completo, e o mesmo percentual, 19%, foi mensurado entre quem tem ensino fundamental incompleto e ensino superior completo. O futuro da atividade no campo no Rio Grande do Sul acendeu um alerta amarelo, com a idade média dos gestores sendo 51 anos, e 40% está concentrada na faixa entre 45 e 59 anos. Somente 5% têm menos de 30 anos.

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