Os conselhos regionais de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), de Santa Catarina (CRM-SC) e do Paraná (CRM-PR) promoveram, na quinta e nesta sexta-feira, o I Fórum Sul-Brasileiro de Pejotização na Medicina. O evento foi realizado em Foz do Iguaçu, no Paraná, e reuniu representantes dos poderes Judiciário, Legislativo e da área da saúde para discutir os impactos da contratação trabalhista via pessoa jurídica (PJ).
A médica Laís Leboutte, segunda-secretária do Cremers, representou a participação gaúcha no encontro e destacou as mudanças da pejotização nas relações de trabalho médico e na assistência em saúde aos pacientes. “Médico e paciente estão sendo submetidos diariamente aos riscos inerentes que a pejotização, na forma como está sendo implementada, vem consolidando. Temos que enfrentar um monstro gigantesco”, reforçou.
Ela destacou ainda a importância da presença de representantes dos poderes Executivos e Judiciário no evento. “É um assunto extremamente pertinente em face o momento que estamos vivendo. Sem a junção dos poderes públicos com os conselhos regionais não vamos conseguir fazer frente a um problema da magnitude que estamos presenciando”, completou a médica.
Em sua explanação no fórum, a médica gaúcha ainda criticou a abertura indiscriminada de faculdades de Medicina no Brasil e a oferta de condições de trabalho incompatíveis com o exercício da profissão que é ofertada a esses novos profissionais. Ela participou de um painel ao lado do presidente do CRM-PR, Eduardo Baptistella, e de representantes do conselho em SC.
“A remuneração digna e justa do trabalho médico é uma prioridade do Conselho Regional de Medicina do Paraná. Nossa Resolução nº 256/2026 representou uma inovação nesse sentido, ao cobrar a regularidade financeira e a responsabilidade da pessoa jurídica perante o corpo clínico. Vamos continuar trabalhando para que o médico possa exercer a Medicina de forma plena, com segurança econômica”, concluiu o presidente do CRM-PR.