Foi apresentado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta terça-feira (4), um novo aplicativo para o atendimento de pessoas viciadas em jogos e apostas (ludopatia). A ferramenta é oferecida pelo Meu SUS Digital, em parceria com o Ministério da Fazenda e a AgSUS (Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS). A expectativa é realizar até 100 mil atendimentos por mês. Antes, o número estava em 600 consultas mensais.
Segundo o Portal R7, o serviço vai oferecer orientação e acompanhamento profissional, funcionando como uma porta de entrada para a RAPS (Rede de Atenção Psicossocial). Uma das novidades é que também terá espaço para familiares do dependente receberem apoio.
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O Ministério da Saúde identificou, além disso, a dificuldade dos homens em buscarem ajuda. De acordo com dados do atendimento preliminar feito pela pasta, embora a maioria dos viciados em jogos sejam homens, 50,1% dos que buscaram ajuda foram mulheres.
Além disso, 47% das pessoas que buscaram ajuda recebiam de 1 a 3 salários mínimos. A faixa etária mais afetada é a de 30 a 34 anos (27%). Pelo aplicativo também é possível acessar a plataforma de autoexclusão. Até o momento, 1 milhão de pessoas solicitaram a autoexclusão do CPF por meio da ferramenta — 35% indicaram a perda de controle sobre o jogo como motivo para a solicitação.
Alguns fatores de risco:
- Exposição precoce aos jogos de apostas;
- Facilidade de acesso aos jogos online;
- Busca de alívio emocional ou fuga de problemas; e
- Histórico de transtornos mentais, como depressão e ansiedade.