Saúde

MBI e Santa Casa unem forças para pesquisa contra câncer cerebral infantil

Parceria tem caráter institucional e não envolve obrigações financeiras

Santa Casa de Porto Alegre é a primeira do Sul do país e a segunda do Brasil a firmar a aliança com a MBI
Santa Casa de Porto Alegre é a primeira do Sul do país e a segunda do Brasil a firmar a aliança com a MBI Foto : Rafael Bento / Santa Casa de Porto Alegre / CP

A Santa Casa de Porto Alegre e a Medulloblastoma Initiative (MBI) assinaram um memorando de entendimento que estabelece uma parceria institucional voltada ao avanço da pesquisa e da inovação no tratamento do meduloblastoma, o tumor cerebral maligno mais comum na infância. A instituição é a primeira do Sul do país e a segunda do Brasil a firmar a aliança com a MBI.

O acordo posiciona a Santa Casa como “Instituição Amiga da MBI” e prevê colaboração científica, intercâmbio de conhecimento e potencial participação em futuros ensaios clínicos, sempre de acordo com critérios científicos e regulatórios.

“Esta parceria aproxima a Santa Casa de uma importante rede internacional dedicada ao estudo do meduloblastoma. A troca de experiências e a colaboração entre instituições são fundamentais para acompanhar os avanços científicos e fortalecer o cuidado oferecido aos pacientes”, afirma o diretor Médico e de Ensino e Pesquisa da Santa Casa de Porto Alegre, Antonio Nocchi Kalil.

Fundada em 2021 pelo empresário gaúcho Fernando Goldsztein, após o filho ser diagnosticado com a doença, a MBI já mobilizou mais de 11 milhões de dólares para pesquisa e reúne 16 instituições e laboratórios de referência internacional. Em apenas quatro anos, o modelo colaborativo da iniciativa vem acelerando significativamente a pesquisa translacional.

Atualmente, a MBI possui quatro ensaios clínicos em diferentes estágios de desenvolvimento, sendo dois já recrutando pacientes e um terceiro em fase final do processo regulatório junto ao FDA (Food and Drug Administration, órgão regulador dos Estados Unidos responsável pela aprovação de tratamentos experimentais para aplicação em humanos).

Esses resultados representam uma velocidade inédita para pesquisas sobre o câncer cerebral pediátrico, área em que o desenvolvimento de novas terapias tradicionalmente leva muitos anos. A parceria tem caráter institucional e não envolve obrigações financeiras entre as partes. A primeira colaboração no Brasil foi firmada com o Einstein Hospital Israelita, em novembro de 2025, reforçando a estratégia da organização de aproximar centros de excelência nacionais da pesquisa internacional.

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