Lideranças do Ministério da Saúde estiveram no Hospital Montenegro dando sequência às visitas para traçar um diagnóstico e posteriormente um plano de ação apontando ações e soluções para o enfrentamento da crise da saúde junto aos municípios da Região Metropolitana. Além dos representantes do governo federal, deputados, prefeitos, vereadores e secretários da região participaram do encontro.
O Hospital possui 140 leitos SUS, 10 de UTI e enfrenta dificuldades agravadas pelo Programa Assistir, do Governo do RS, que, na prática, reduziu o repasse de verbas e provocou o fechamento do centro obstétrico. Durante o encontro, o secretário adjunto da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Carlos Amilcar Salgado, anunciou a liberação de R$ 104 mil mensais à instituição de saúde, verba direcionados à retomada dos serviços voltados às gestantes.
O deputado federal Paulo Pimenta e o secretário de Apoio à Reconstrução do RS, Maneco Hassen, que integravam a comitiva, reconheceram a importância do Hospital Montenegro e se comprometeram a buscar mais recursos. O prefeito Gustavo Zanatta participou do encontro e reforçou a importância de aportar mais verbas para o hospital regional. "O Hospital Montenegro é fundamental para nossa cidade e região", disse o prefeito.
CPI NA CÂMARA DE VEREADORES
Paralelo às visitações, dá-se seguimento na Câmara de Vereadores as oitivas junto à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a grave crise enfrentada pelo Hospital Montenegro.
Presidida pelo vereador Gustavo Oliveira, com relatoria do vereador Alemão Baumcar e participação dos membros Tiago Maratá, Clau Eberhardt e Fabrícia Souza da Fonseca, a comissão já coletou depoimentos do ex-assessor jurídico da instituição, Gerson Hallam; do diretor do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul (Simers), Vinícius dos Santos Conejo e da secretária municipal de saúde, Andréia Coitinho da Costa. A finalidade da CPI,
A CPI, instalada em 12 de março, tem o objetivo apurar a destinação dos recursos públicos, os motivos da paralisação de serviços essenciais e a transparência na gestão, especialmente quanto ao pagamento de salários e gratificações. O colegiado tem 120 dias para concluir os trabalhos e até lá segue com coleta de informações, análise documental e novas convocações.
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