Saúde

Ministério da Saúde anuncia liberação de recursos para que partos sejam retomados no Hospital Montenegro

Comitiva do governo federal traça diagnóstico dos problemas enfrentados na área da saúde para criar um plano de ação apontando soluções no enfrentamento da crise da saúde na Região Metropolitana

O hospital possui 140 leitos SUS, 10 de UTI e enfrenta dificuldades agravadas pelo Programa Assistir
O hospital possui 140 leitos SUS, 10 de UTI e enfrenta dificuldades agravadas pelo Programa Assistir Foto : Matheus Oliveira / Prefeitura de Montenegro / CP

Lideranças do Ministério da Saúde estiveram no Hospital Montenegro dando sequência às visitas para traçar um diagnóstico e posteriormente um plano de ação apontando ações e soluções para o enfrentamento da crise da saúde junto aos municípios da Região Metropolitana. Além dos representantes do governo federal, deputados, prefeitos, vereadores e secretários da região participaram do encontro.

O Hospital possui 140 leitos SUS, 10 de UTI e enfrenta dificuldades agravadas pelo Programa Assistir, do Governo do RS, que, na prática, reduziu o repasse de verbas e provocou o fechamento do centro obstétrico. Durante o encontro, o secretário adjunto da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Carlos Amilcar Salgado, anunciou a liberação de R$ 104 mil mensais à instituição de saúde, verba direcionados à retomada dos serviços voltados às gestantes.

O deputado federal Paulo Pimenta e o secretário de Apoio à Reconstrução do RS, Maneco Hassen, que integravam a comitiva, reconheceram a importância do Hospital Montenegro e se comprometeram a buscar mais recursos. O prefeito Gustavo Zanatta participou do encontro e reforçou a importância de aportar mais verbas para o hospital regional. "O Hospital Montenegro é fundamental para nossa cidade e região", disse o prefeito.

CPI NA CÂMARA DE VEREADORES

Paralelo às visitações, dá-se seguimento na Câmara de Vereadores as oitivas junto à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a grave crise enfrentada pelo Hospital Montenegro.

Presidida pelo vereador Gustavo Oliveira, com relatoria do vereador Alemão Baumcar e participação dos membros Tiago Maratá, Clau Eberhardt e Fabrícia Souza da Fonseca, a comissão já coletou depoimentos do ex-assessor jurídico da instituição, Gerson Hallam; do diretor do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul (Simers), Vinícius dos Santos Conejo e da secretária municipal de saúde, Andréia Coitinho da Costa. A finalidade da CPI,

A CPI, instalada em 12 de março, tem o objetivo apurar a destinação dos recursos públicos, os motivos da paralisação de serviços essenciais e a transparência na gestão, especialmente quanto ao pagamento de salários e gratificações. O colegiado tem 120 dias para concluir os trabalhos e até lá segue com coleta de informações, análise documental e novas convocações.

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