Está mais perto de se tornar uma realidade a construção dos dois blocos que faltam do Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas. Nesta quinta-feira completou um mês do início da terraplanagem do local onde será o bloco um. O três já está pronto e sendo utilizado, já o dois deverá ser construído onde hoje funciona os ambulatórios da faculdade de medicina. Segundo o Superintendente do hospital, Tiago Collares, eles serão transferidos até o final do mês para o complexo da laneira, onde as obras estão sendo finalizadas. “Esperamos que a mudança ocorra em menos de um mês. Ela será realizada em um final de semana para não atrapalhar o funcionamento do local. A última atividade nos laboratórios onde estão é o Revalida marcado para o final de junho”, conta. A laneira era uma fábrica de lã abandonada que está sendo transformada em complexo de saúde. “Com isto será possível acelerar a obra do hospital junto ao cronograma previsto para o prédio dois”, projeta. O superintendente projeta que toda a obra do novo hospital escola fique pronta até outubro de 2028.
“A obra está em pleno andamento. No final de semana mais partes do antigo paliteiro devem ser removidas, o que não interfere no funcionamento dos ambulatórios junto ao bloco três”, relata. Os blocos dois e um devem ser entregues de forma concomitante. O bloco um, deverá ser o maior com sete andares, já o dois terá dois andares.
O projeto original do novo hospital escola tem mais de 20 anos. A nova casa de saúde promete ser o maior hospital universitário da região. A obra está orçada em R$ 265 milhões. “Somos referência em oncologia e queremos ser em serviço e pesquisa, nos tornando resolutivos e que a partir disso não seja necessário mandar pacientes para Porto Alegre”, afirma. Ele destaca que para isto é necessário ter equipe e para atrair profissionais deve-se oferecer uma estrutura viva com pesquisa, inovação e tecnologia. “Negociamos com a Ebserh (Empresa Brasileira de Recursos Hospitalares) a questão de pessoal, pois quase R$ 300 milhões serão gastos na obra e este valor se mantém um grande hospital por um ano”, observa.
Collares confirma que os recursos foram centralizados na Ebserh. “Centralizamos as licitações pela sede da empresa, mas temos o empenho de todo o recurso. Um consórcio ganhou a da obra, fizemos outra pra contratar uma empresa para fiscalizar a construção e nós como instituição fiscalizamos as duas com nossa equipe de engenheiros”, confirma.
Com o novo hospital a Ebserh deixará de pagar aluguel de um prédio de 5 mil m2 e passará para um próprio de 50 mil m2 de área construída, contando com uma estrutura com 100 leitos a mais que atualmente. Serão ao total 272 leitos. “Os de UTI adulto passarão de seis para 20, as salas de cirurgias de três para sete. Com isto estaremos nos aproximando do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Paraná que é uma referência de como era e também como ficou”, finaliza.