Valorizar a diversidade cultural não é apenas um ato de resistência, mas uma estratégia essencial para o avanço de toda a sociedade. Ao reconhecer e promover diferentes formas de expressão artística, linguagens, tradições e identidades, ampliamos o horizonte do que somos e do que podemos ser. Não se trata apenas de aceitar o outro, mas de entender que é na pluralidade de visões de mundo que construímos uma sociedade mais empática, criativa e justa.
A arte, quando pensada como direito e não como privilégio, deve romper com as barreiras geográficas, econômicas e simbólicas que ainda excluem tantas pessoas do acesso cultural. Quando performances ocupam ruas e praças, quando há sessões com Libras, audiodescrição e visitas táteis, quando os ingressos são gratuitos ou a preços populares estamos, na prática, democratizando a cultura e tornando-a espelho e janela para mais pessoas.
No Dia Mundial da Diversidade Cultural, data instituída pela ONU e celebrada neste 21 de maio, é urgente reiterar esse compromisso. Iniciativas como o Festival Palco Giratório Sesc em Porto Alegre, que segue até o dia 8 de junho, mostram como a arte pode ser instrumento potente de inclusão e transformação. Em sua 19ª edição, o projeto cultural traz 52 coletivos de 18 estados brasileiros que se encontram para compartilhar suas vivências e ecoar suas vozes. São espetáculos de todas as regiões do país, e também do interior do Rio Grande do Sul, que abordam temas importantes para a sociedade, provocam, educam e mobilizam.
Promover a diversidade cultural também significa, portanto, reconhecer as muitas formas de se fazer arte no Brasil. Cada linguagem carrega um universo próprio, muitas vezes ligado a contextos regionais, históricos e afetivos. Incentivar essa multiplicidade é valorizar o que temos de mais genuíno e construir caminhos para um país que se reconheça em sua complexidade.
É um orgulho, através do Sesc/RS, sermos parte disso. Que possamos seguir fortalecendo espaços de expressão, escuta e troca. Um Brasil que dança, canta, denuncia, provoca e celebra, com todas as suas cores, sons, formas e vozes, é um Brasil mais vivo, mais consciente e mais possível.