Oadvento de dezembro, por ser um mês de congraçamento, de festas e de celebrações, propicia reflexões que levam as pessoas a fazerem um balanço de suas vidas e a projetar como será o novo ano que se avizinha. Não são poucos os que, analisando a própria trajetória, repensam objetivos a serem alcançados durante o ciclo vindouro. Nesse sentido, por certo, a busca por um melhor convívio na sociedade deve estar entre as metas a serem promovidas e alcançadas. Em tal contexto, gestos de solidariedade são bem-vindos e necessários.
Entre essas posturas que estimulam um cotidiano saudável, estão diversas condutas meritórias que podem ajudar quem precisa e enriquecer quem as adota. Podemos citar a doação de sangue, que salva vidas em acidentes ou cirurgias. Também a doação de órgãos, que pode fazer com que os transplantados ganhem uma sobrevida para viver mais e melhor. Igualmente, podemos lembrar a entrega de cestas básicas para famílias carentes, de material escolar para estudantes de baixa renda, a divulgação de ofertas de emprego, o apoio aos amigos em dificuldades psíquicas, a entrega de livros para bibliotecas comunitárias, a adoção responsável de animais, a destinação de valores do Imposto de Renda para fundos de proteção a crianças e adolescentes, a realização de trabalhos voluntários. Aliás, o voluntariado cumpriu tarefas imprescindíveis em benefício da população durante as tragédias climáticas que assolaram o Rio Grande do Sul, não apenas no salvamento de pessoas e de pets como na reconstrução de moradias para os gaúchos, além de variadas formas de suporte.
Conviver de forma coletiva implica responsabilidades multilaterais com aqueles que nos cercam. Todos os que prestam auxílio um dia podem demandar ser auxiliados. Ser útil para alguém pode contribuir para uma compreensão de que todos estamos no mesmo barco nesta empreitada do dia a dia. Que o período natalino nos redobre a vontade de sedimentar um mundo melhor para todos.