Editorial

Ação contra doenças persistentes

No momento em que as autoridades da saúde formam um mutirão para enfrentar doenças contornáveis e persistentes, urge que as pessoas participem desse esforço e busquem o tratamento adequado ao seu caso.

O país convive diariamente com doenças que têm cura ou são administráveis nos seus efeitos e que até poderiam estar erradicadas. Muito da continuidade desses males se deve à falta de assistência e mesmo às injustas questões socioeconômicas de uma grande fatia da população, que enfrenta dificuldades sanitárias e dispõe de uma alimentação pouco saudável e nutritiva.

Para enfrentar esse tipo de enfermidade, que, em tese, deveria ser contornável, o governo federal anunciou, nesta terça-feira, a instalação do Comitê Interministerial para Eliminação da Tuberculose e de outras Doenças Socialmente Determinadas, coordenado pelo Ministério da Saúde. O comitê objetiva erradicar, como problema de saúde coletiva, diversas patologias como malária, hepatites virais, tracoma, oncorcercose, esquistossomose, geo-helmintíases (parasitárias intestinais), filariose e doença de Chagas, que costumam atingir segmentos mais vulneráveis do ponto de vista social. Um dos objetivos mais visados é reduzir casos de tuberculose até 2030. O grupo de trabalho será interministerial e composto por representantes de nove pastas do Poder Executivo.

O Sistema Único de Saúde (SUS) é hoje uma estrutura que permite o acesso a tratamentos que vão desde os mais simples aos mais complexos. Tornou-se imprescindível para o cotidiano de milhões de brasileiros, que, sem ele, não teriam a possibilidade de enfrentar determinadas chagas que os acometem. Um exemplo é a disponibilização de vacinas para imunizar um grande contingente, desde crianças até idosos, contra uma gama diversa de moléstias, como febre amarela, difteria, tétano, sarampo, rubéola, caxumba, entre outras.
Diante desse esforço das autoridades da área da saúde para ofertar serviços essenciais às comunidades, resta aguardar a adesão de todos a esse mutirão. Importa saber que tal disponibilização envolve aportes financeiros e trabalho de profissionais qualificados. O mínimo de contrapartida esperada é o interesse do público-alvo.