A luta mundial contra o consumo de tabaco, causador de tantos malefícios para a população, acaba de obter um incremento importante com uma nova iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), vinculada à Organização das Nações Unidas. A entidade anunciou que está fomentando um conjunto de intervenções contra o tabagismo, com foco no apoio comportamental a ser oferecido por profissionais de saúde, intervenções digitais e tratamentos farmacológicos. Esta é a primeira vez que a entidade apresenta diretrizes para o tratamento contra esse hábito tão danoso, buscando fornecer subsídios para que os países-membros possam elaborar políticas públicas internas sem perder de vista a articulação necessária entre eles para atingir os objetivos comuns. A meta, de acordo com a OMS, é auxiliar mais de 750 milhões de usuários que desejam abandonar o vício, incluindo os tradicionais cigarros, narguilés, produtos de tabaco sem combustão, charutos, tabaco de enrolar e produtos de tabaco aquecido (HTP).
Como é sabido e consabido, e comprovado pela ciência, o fumo tem relação com o advento de cerca de 50 doenças diferentes. Entre elas, estão doenças cardiovasculares, tais como a hipertensão, o infarto, a angina e o derrame; câncer de pulmão, de boca, laringe, esôfago, estômago, pâncreas, rim e bexiga; doenças respiratórias obstrutivas, como a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. Tudo isso sem falar que o organismo fica mais enfraquecido no cotidiano, exposto a muitos tipos de letalidade. Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, há uma estimativa de que mais de 60% do 1,25 bilhão de usuários de tabaco em todo o mundo – os referidos 750 milhões de pessoas – desejam parar com o hábito, mas 70% não têm acesso a serviços eficazes.
No Brasil, espera-se que o Sistema Único de Saúde (SUS), dentro de suas atribuições, como a prevenção, esteja a postos para fornecer a ajuda necessária aos fumantes interessados em se livrar desse costume tão prejudicial. Nunca é tarde para um recomeço em prol da própria saúde.