Editorial

A demanda por doadores de sangue

Se há uma perfeita aplicação para o ditado popular que recomenda fazer o bem sem olhar a quem, ela está na doação de sangue. São pequenas atitudes cotidianas como esta que podem fazer a diferença.

Viver em sociedade implica ter um olhar de solidariedade para quem precisa de ajuda, bem como saber que cada um de nós, a qualquer momento, pode também precisar ser ajudado. Esse sentimento de empatia se fortalece na coletividade a cada vez que as pessoas se envolvem com atividades solidárias, como o trabalho voluntário, a entrega de cestas básicas, a arrecadação de agasalhos, a geração de emprego e de renda nas periferias, entre outras, como é o caso da doação de sangue.

O ato de doar sangue é um gesto nobre e uma pequena quantidade dessa substância pode salvar a vida de pacientes submetidos a tratamentos e intervenções médicas de grande porte e complexidade, a exemplo de transfusões, transplantes, procedimentos oncológicos e cirurgias. Além dessas situações que envolvem procedimentos e intervenções médicas, o sangue também é indispensável para que acometidos com doenças crônicas graves, como doença falciforme e talassemia, possam ter uma vida mais longa e com mais qualidade, aliado ao fato de ser de vital importância para tratar feridos em emergências ou calamidades.

Nunca é demais relembrar que o volume doado logo se recompõe no corpo do doador, ou seja, com rápida recuperação. Em breve, ele estará apto a repetir o procedimento. É pela relevância dessa contribuição que o chamado do Hemocentro do Estado do Rio Grande do Sul (Hemorgs), que abastece hospitais de Porto Alegre e de outras cidades gaúchas, merece ser acolhido pela população. Diante da constatação de que o órgão necessita de cem bolsas de sangue todos os dias para suprir sua demanda, estamos diante de um problema que só a adesão massiva pode resolver.

Se há uma perfeita aplicação para aquele ditado popular que recomenda fazer o bem sem olhar a quem, ela está na doação de sangue. São pequenas atitudes cotidianas como esta que podem melhorar, em muito, as relações afetivas no entorno de quem habita urbes em que a impessoalidade é uma marca do dia a dia.