Neste dia 1<SC120,176> de julho, registra-se a passagem do Dia Internacional do Cooperativismo, que foi instituído em 1923 pelo Congresso da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), tendo como meta propiciar, ao primeiro sábado do mês de julho de cada ano, a confraternização dos povos envolvidos neste segmento marcado pela solidariedade. Posteriormente, em 1993, a efeméride seria ratificada em assembleia geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Essa forma de organização tem raízes até mais remotas, pois o primeiro registro de uma cooperativa emana da Escócia em 1761. A cooperativa pioneira da era moderna foi fundada, em 1844, no norte da Inglaterra por 28 artesãos que laboravam em moinhos de algodão.
Marcada por princípios como adesão livre e voluntária, gestão democrática e compartilhada, participação econômica, autonomia e independência, educação com formação e informação, interação cooperadora e compromisso com a comunidade, a atuação das cooperativas faz toda a diferença nos locais onde atuam. Geram quase 10% de todas as vagas de trabalho do mundo e estão presentes em mais de cem países, sendo que, dos 300 maiores empreendimentos de cooperados do planeta, seis deles são do Brasil, onde têm papel imprescindível na produção brasileira de alimentos, além de produzir nas áreas mais variadas, como energia elétrica, educação, construção civil, financeira, saúde, agropecuária, entre outras. Em território nacional, a previsão de movimentação é de cerca de R$ 600 bilhões para o ano em curso. No RS, há uma projeção de faturar cerca de R$ 150 bilhões até 2028, chegando ao montante de quatro milhões de associados.
Como se vê, a participação das cooperativas na economia brasileira é fundamental para o desenvolvimento da nação. São milhões de pessoas assistidas e incorporadas à geração de riquezas, que são usufruídas por todos os participantes. Com seus vultosos e necessários investimentos, sinalizam caminhos de uma tão almejada e inarredável inclusão socioeconômica em nível nacional.