O Brasil, dando vazão a sua vocação de contribuir para a resolução dos maiores dilemas do mundo moderno, até por seu papel tradicional de sempre liderar pela paz e pela pacificação dos conflitos, foi o protagonista na apresentação de uma proposta de enfrentamento contra a insegurança alimentar e o empobrecimento das populações, com a adoção de medidas capazes de promover a segurança alimentar e a geração de renda no âmbito do G20, que reúne as maiores economias do mundo, e da Organização das Nações Unidas. (ONU). Trata-se da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. O trabalho de articulação está a pleno vapor, muito estimulado pela presidência brasileira desse conjunto de países de maior potencial econômico.
Até o momento, cerca de 20 nações, além da União Africana e da União Europeia, já aderiram formalmente à Aliança Global, por meio da apresentação, revisão e posterior ratificação de suas Declarações de Compromisso, conforme informações do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). A expectativa é que todos os países do grupo dos 20 e os convidados para a Cúpula de Líderes, que deverá ocorrer nos próximos dias 18 e 19, no Rio de Janeiro, confirmem a participação na iniciativa. Bangladesh e Alemanha já oficializaram a adesão publicamente. Contudo, a adesão mais recente e que está sendo muito comemorada é a da Noruega, que já se comprometeu com um aporte inicial de um milhão de dólares para o programa. Os demais países ainda estão sendo conhecidos.
Num contexto em que se chega a falar que o montante de alimentos desperdiçados seria suficiente para alimentar 2 bilhões de pessoas no planeta, conforme estudos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), fica evidente que é preciso equacionar disparidades evidentes, otimizar recursos e projetos e melhorar logísticas. Para quem vive num cenário de carências elementares, a cidadania é uma garantia distante e de pouca valia no cotidiano.