Editorial

Cautelas por ocasião do veraneio

O desconforto sentido em relação à elevada sensação térmica termina por levar muitas pessoas a procurar amenizar essa adversidade e elas acabam sendo vítimas de ocorrências perigosas e até fatais que poderiam ter sido evitadas.

Continua a preocupar as autoridades e as comunidades a questão dos afogamentos, que têm enlutado famílias, como mais uma vez ocorreu no Estado no final de semana, com cerca de seis mortes que poderiam ter sido evitadas com o cumprimento de algumas regras básicas de segurança. Com isso, este montante vai crescendo e chega a ser preocupante, notadamente por conta da atração dos cursos de água ou do mar diante do calor tórrido que vem atingindo o Rio Grande do Sul, com temperaturas recordes que já se refletem também em estiagens e quebras na safra de grãos.

O desconforto sentido em relação à elevada sensação térmica termina por levar muitas pessoas a procurar amenizar essa adversidade e elas acabam sendo vítimas de ocorrências perigosas. Já são centenas de salvamentos nos lugares que contam com salva-vidas, além de milhares de operações de prevenção. O risco maior fica por conta dos banhistas que procuram lugares isolados e sem infraestrutura e, com isso, colocam suas vidas à mercê de fatalidades. É por isso que as recomendações das forças de segurança devem sempre ser seguidas ao pé da letra, como observar as cores das banheiras que indicam as condições do mar, bem como procurar banhar-se em áreas perto das guaritas, com condições de boa visibilidade em relação aos veranistas. Infelizmente, não raras vezes, o excesso de confiança acaba por ser um mau conselheiro para a vítima e, quando ela percebe a gravidade da situação, nem sempre é possível revertê-la, apesar dos esforços daqueles que têm a missão de protegê-las no Litoral e nos lugares autorizados para banho.

Infelizmente, tem se tornado comum que uma temporada que deveria ser apenas de lazer e de alegrias acabe se tornando um período triste e doloroso para muitos clãs familiares, que perdem seus entes queridos de forma trágica. Urge que se façam campanhas de alerta sobre a importância de se prevenir em relação à periculosidade dos mananciais e águas oceânicas. Todo cuidado ainda é pouco.