O Brasil tem um grande potencial econômico, sendo uma das maiores economias do mundo. Contraditoriamente, o povo brasileiro tem um nível de vida abaixo do que seria de se esperar diante dessa realidade, ocupando um lugar constrangedor entre as nações no ranking do índice de desenvolvimento humano (IDH) medido pela Organização das Nações Unidas (ONU). Um levantamento recente indica que o IDH do Brasil em 2021 foi de 0,754, o que o coloca na 87<SC120,170> posição na aferição num universo de 191 países. Em 2020, estava na 86<SC120,170>, com índice de 0,758.
Infelizmente, os problemas da nossa população estão longe serem apenas da seara socioeconômica. Fazem parte do seu cotidiano, com incidência ainda maior para determinados segmentos, problemas que nunca deveriam agravar a situação de quem já vive em um cenário adverso. Nesse espectro, podemos elencar as discriminações relativas ao racismo, ao machismo, às pessoas idosas, às pessoas com deficiência, aos povos indígenas, entre outras. Combater as concepções que dão guarida a esse tipo de pensamento deve ser uma tarefa constante do poder público em todas as suas esferas, federal, estadual e municipal, bem como essa ação inadiável deve contar com o apoio da sociedade civil organizada por meio de suas entidades que levam adiante essa luta meritória e necessária.
É indiscutível que a nossa educação tem uma base na família e outra na escola. É por isso que o enfrentamento ao preconceito deve abranger os clãs familiares e as escolas, com campanhas de esclarecimentos nas comunidades. É preciso erradicar a desinformação que serve de base para conceitos que ferem a dignidade humana de cidadãos e cidadãs alvos de atitudes vexatórias. Exercer a tolerância e a empatia é algo com que todos devemos estar comprometidos para que possamos formar uma coletividade em que os direitos humanos sejam efetivamente respeitados. O valor da diferença precisa ser apreendido por todos desde a mais tenra idade.