Expressando uma preocupação real com a situação das hidrovias do Estado, notadamente na intersecção com o Guaíba, a Federação das Indústrias do RS (Fiergs) emitiu uma nota oficial indicando a necessidade imediata de dragagem desse curso de água que banha a Capital e outras cidades da Região Metropolitana. A entidade contatou com diversas autoridades do governo federal, entre elas, o ministro da Casa Civil, Rui Costa; o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho; o ministro Extraordinário para Apoio à Reconstrução do RS, Paulo Pimenta; o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no RS, Hiratan Pinheiro da Silva; o diretor-geral do Dnit, Fabrício de Oliveira Galvão; e o diretor de Infraestrutura Aquaviária do Dnit, Erick Moura de Medeiros. O teor de alerta é evidente, sendo que é aventada, inclusive, a possibilidade de paralisação do transporte de cargas em 30 dias, caso nada seja feito. A sugestão é que haja uma contratação emergencial para estabelecer um volume máximo possível de desassoreamento, de forma a permitir a continuidade dos fluxos de deslocamento da produção, que engloba produtos químicos, fertilizantes, madeira, celulose e gás liquefeito de petróleo.
Essa iniciativa da Fiergs acabou por gerar uma tomada de posição por parte do segmento responsável pela gestão do sistema. Em resposta, a Portos RS, uma empresa pública que tem a atribuição de organizar, gerenciar e fiscalizar todo o sistema hidroportuário do RS, se manifestou anunciando que o contrato para a realização da batimetria (medição da profundidade de sedimentos) poderá ser assinado ainda nesta semana, com os trabalhos pertinentes iniciando-se tão logo seja feita a aferição. A empresa informou que acompanha o quadro de navegabilidade do Guaíba em troca constante de informações com o Dnit.
A economia gaúcha precisa contar com todo o seu potencial logístico em relação aos seus modais de transporte. Recuperar a malha hidroviária é uma tarefa urgente e inadiável.