As inundações no Rio Grande do Sul geraram uma série de danos em sua cadeia produtiva e, como seria de se esperar, também no tocante à prestação de serviços à população nas mais diversas áreas, como saúde, saneamento, infraestrutura, logística e armazenamento. Entre os segmentos atingidos, figura com particular importância o da educação, que é um suporte essencial para a normalidade no cotidiano, bem como para lançar as bases de um futuro mais promissor para os jovens e para suas coletividades. Infelizmente, os levantamentos e as atividades referentes à evolução no aprendizado por parte dos alunos sofreram impactos negativos e agora a busca é pela mitigação de danos.
Visando oportunizar que o Estado possa compor o quadro do ensino no país e, em função disso, possa também receber as verbas que lhes são devidas para investimentos no setor, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) diferiu para 31 de agosto a data-limite para coleta de dados da 1ª etapa do Censo Escolar 2024 para toda a rede de ensino gaúcha. Essa medida é excepcional e foi adotada por conta das enchentes e da situação de calamidade pública decretada em maio em âmbito estadual.
O desafio de recuperar serviços e indicadores num ente federado tão combalido pela maior tragédia de sua história não será fácil e precisará contar com a colaboração da União para poder fazer frente às demandas que se apresentam para o erário no RS. É por isso que convênios e acordos são muito necessários à consecução das atribuições do poder público. Em educação e saúde, por exemplo, os acordos e os consensos se fazem ainda mais necessários para não aumentar os gravames de contingentes já suficientemente abalados no dia a dia. O apoio institucional precisa ser efetivo, traduzindo-se em recursos e em encaminhamentos indispensáveis para assegurar os direitos individuais e coletivos, notadamente na área escolar. A atenção especial aos gaúchos deve ser republicana, preventiva e reparadora.